"A mais bela experiência que podemos ter é a do mistério. É a emoção fundamental existente na origem da verdadeira arte e ciência. Aquele que não a conhece e não pode se maravilhar com ela está praticamente morto e seus olhos ofuscados." .................................Albert Einstein

sexta-feira, 11 de junho de 2010

00:41 (into my life)

“SÓ UMA COISA TORNA O SONHO IMPOSSÍVEL: O MEDO DE FRACASSAR.”
Saibam que o Amor existe. Ele é possível, basta que acreditemos verdadeiramente que somos capazes e merecedores dele. Mas o que fazer para ser capaz ou merecedor? Boa pergunta.
O Amor está dentro de nós. Acredito que sempre esteve, e lá continuará para SEMPRE. Quando escrevi pela primeira vez este texto, usei o termo "até o fim" e fazendo uma releitura, pensei: "Do que estou falando?" Percebi como é fácil permitir que pensamentos não construtivos adentrem nossa mente. Precisamos evitar palavras negativas e terminais. O fim nada mais é que três letras amontoadas por alguém cansado de lutar. Certamente um cego, que cansado de procurar a beleza no cheiro, no gosto ou no toque, resolveu dizer “basta”.  E se cego não era, poderia ser , talvez, surdo. Sim, surdo para os sons que vem da fonte e que tocam na alma. Quem sabe um mudo, que por não poder exteriorizar a sua vontade através da manifestação verbal, fechou seu chakra laríngeo para o mundo e, como consequência da sua estúpida decisão, o mundo se fechou para ele, que agora está só. Sozinho e mudo em sua surda cegueira. Só, absolutamente só com trilhões à sua volta. Eis o significado de fim, ao menos para mim.
E ainda assim nem sabe ser fim, pois acaba de nascer uma rima. E o nascimento, que nada mais é do que manifestação divina para um “acreditar” maior? O fato de aceitarmos a crença de algo superior remete-nos direto para o Amor. Somente o Amor constrói e transcende. Somente o Amor sublima. Somente o Amor supera e perdoa. Somente o Amor releva. Somente ele, o Amor, revela.
Já passa da meia-noite, então FELIZ DIA DO AMOR à todos que possam, de um jeito ou outro, deixar a cegueira e a surdez de lado. Não se permita calar nem ser calado. Calar a boca para que? Ela foi feita para beijar. E no suave e doce gosto do beijo da amada, percebo que também ali o Amor fez sua morada. E te fez minha namorada. FELIZ DIA DOS NAMORADOS.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Momento presente

Estamos aqui reunidos para fazer algo de bom, algo que traga benefícios reais para a alma, algo que faça todo este “esforço da vida” valer à pena.
A vida, com toda a certeza, é a arena escolhida para os mais diversos acertos de contas. É também a oportunidade dada pelo plano espiritual a todos aqueles que não souberam amar e para outros tantos que “não pediram para nascer”, imploraram. Pois bem, aqui estamos, e agora?
Desde a última vez que partimos daqui, tivemos vários “momentos” digamos assim, onde fomos levados a ver sob uma outra perspectiva as coisas que deixamos de fazer ou que não fizemos do jeito correto. Aqui cabem várias interpretações para o que é “correto”, porém falo de coisas corretas para a minha alma e que não necessariamente tenham que se encaixar nas suas definições do que é certo ou errado. Isto, além de pessoal, é espiritual.
Dizem que a dor que você sente é tão grande, mas tão grande, que você acaba implorando por esta nova chance. Cansado de ser repetente, sua intenção agora é fazer bonito. Só que antes, te dão um presentinho... chama-se LIVRE ARBÍTRIO.
É uma pegadinha, não percebeu? Querem ver se você realmente aprendeu. Pode ter a certeza, foi tudo muito bem arquitetado, porém não esqueça o detalhe: o tal pacote que você ganhou e que fará parte da sua vida, estará sempre ao seu alcance, presente em todos os minutos da sua existência. O livre arbítrio estará com você desde o primeiro até o último dia da sua passagem por aqui. Não sabemos como aproveitar esta chance de realização que é a nossa vida atual. Gerentes que somos da nossa própria sina, e de posse deste “poder” que nos foi dado, muitas vezes erramos. Bem verdade que é com o erro que se aprende, mas e os tais acertos, quando experimentaremos? Resposta: assim que desejarmos. Esta chance sempre esteve ao nosso dispor. Quando desejarmos realmente, aí então teremos subido alguns degraus rumo à felicidade.
Sabemos fazer festas e bebemorar, sabemos apontar críticas, julgar e punir com o rigor do nosso consciente. Sabemos mais da vida do outro do que ele próprio. Na verdade, sabemos tudo o que não nos interessa saber. Sabemos verdadeiramente como transformar oportunidades em mágoa, rancor, ódio, possessão, inveja, medo, ansiedade, tristeza, ressentimento, escuridão, etc. Nos falta o que?
Bom feriado, curta seu final de semana.

Ajuda invisível

Buscando no cotidiano algum termo bastante conhecido que melhor sintetize o que é TERAPIA, encontrei um: “Saneamento básico”, e digo porque: Não há condições favoráveis para a saúde humana se não existir saneamento básico. Transferindo estas palavras para o dia-a-dia do consultório, tudo o que se tenta fazer é melhorar a infraestrutura para que se tenha um SER mais pleno, mais capaz, mais saudável, mais responsável por seus atos.

Ouvi muitas e repetidas vezes frases do tipo: “obras que não se vê não rendem votos”. É pura verdade, muito embora a cabeça repouse com a merecida paz sobre o travesseiro quando o dever foi cumprido. Na Terapia não é diferente. O lento trabalho da busca interior não é páreo para a feroz intenção da droga, que é a de atacar o sintoma, sem escolher os órgãos que prejudicará para isso.
Na maioria dos casos, não procura-se entender nem tampouco tratar as várias causas geradoras do problema. Antigamente a saúde era encarada como algo sagrado e aqueles que se dedicavam ao seu estudo eram sacerdotes, no sentido mais estrito da palavra, tanto era que a palavra grega Thaerapia significa servir a Deus.
Aos primeiros sintomas de algo que não está bem, muito pouca ou nenhuma importância é dada. “Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser procurado”, diz a velha frase do MS. Cá entre nós, proeza, não é verdade? Você terá que contar com uma estrela muito brilhante para conseguir ser bem atendido(a) via SUS. Particularmente falando, uma outra modalidade de atendimento tem como ponto forte a relativa rapidez no atendimento, vantajosa se comparada ao viciado Sistema Único. E é único mesmo dentre os demais do planeta. Há piores, com certeza, mas vai olhar a bandeira. Tenha dó.
Continuando, senão perde-se o foco:
Aos próximos e persistentes sintomas, você já olha para a carteira, olha para o consultório médico, olha para a fila do pronto-socorro e...? bom, sei lá o que você irá decidir. A saúde é sua, assim como as escolhas, o corpo, o livre arbítrio... Não sabe o que fazer? E aqueles primeiros sintomas lá atrás, que nada mais eram que leves desarmonias na energia, mas que acabaram plasmando no físico, de tanto que o seu mental trabalha para o negativo? O seu e o de mais 98% dos seres humanos, para que você não se sinta sozinho e abandonado.
As pessoas parecem desconhecer esse tipo de raciocínio. Acham que tudo isso é conversa, ficção, fantasia, coisa de zen... Por outro lado, não posso tirar de você o sagrado direito de pensar tudo o que quiser, dado o sistema de crenças no qual você está inserido. Um bom final de semana. (cont.)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Depressão - II


Na primeira parte deste texto, disse que somos turistas com uma bagagem de mão. A intenção era não assustar você. Somos turistas por aqui, com certeza, porém trazemos containers de coisas para refazer ou fazer pela primeira vez. Essa conversa é um tanto estranha, não é? Fala de vidas passadas, de livre arbítrio, de perdoar aos que nos magoaram ontem ou quem sabe quando... Fala de coisas que não estamos acostumados a ver, ouvir e tampouco vivenciar. Quem de nós está realmente fazendo desta encarnação uma verdadeira oportunidade para quitar dívidas, procurar alternativas saudáveis para solucionar problemas de uma alma antiga? Quem de nós está verdadeiramente conscientizado de que a hora de mudar ou fazer algo É AGORA? O amanhã poderá ser tarde demais, e para alguns talvez ele nem chegue. Se este tipo de reflexão afronta coisas nas quais você acredita, então não fique lendo, vire a página e olhe fotografias, mas não julgue. Não nos cabe julgar, embora façamos isso muitas vezes, ao longo da nossa vida adulta.
Não rotule as coisas que chegam até você, pelo contrário, procure entendê-las com a sabedoria dos humildes. Nós próprios somos “rótulos ambulantes”, e isso faz com que esqueçamos nossa verdadeira identidade. Esse esquecimento nos coloca na linha de frente da depressão. Estamos aqui como irmãos e não como adversários, mas não entendemos as verdadeiras razões e/ou emoções que originaram essas “batalhas”. Dúvida no ar: Por que a sábia ciência não coloca seus bigodes neste assunto? Pelo contrário, o alimenta com suas “mais recentes descobertas”, afirmando coisas e batizando-as com nomes elaborados a partir do ego de quem os criou. Falo sobre isso com a mesma tranquilidade de quem mora numa cidadezinha de interior, a mais de 600 km da capital, e que pouco sabe a respeito de coisas que tocam na alma. “Isso passa, não dá nada!”, afirmam. Assim também são vistos os problemas que muitos adolescentes carregam. “São bobagens da idade.” Sentenciam os pais, num absurdo e cego diagnóstico.
Quem esperava encontrar uma saída mágica para a depressão, frustrou-se, embora a receita esteja aí, neste e na maioria dos artigos que eu escrevi até hoje. Agora, se o que você busca é o imediatismo, a falsa cura, sinto muito mesmo, mas terá que procurar o método tradicional. Certamente haverão comprimidos para seus sintomas. Um bom final de semana. Cuide-se. Abraços.

domingo, 9 de maio de 2010

MÃE

Mãe é luz, é energia, é harmonia, é paz, é vida, é porto seguro, é acalanto, é estrada sem fim, é esquina onde eu me encontro, é rua tranquila, é casa antiga, é quintal florido, é flor na janela, é bôlo no forno, é alegria na mesa, é a própria mesa da casa antiga com flores na janela naquela rua tranquila... perto da esquina onde eu me encontro, sob a harmônica luz da vida... meu canto é meu acalanto... minha mãe é o porto seguro da minha vida naquela casa antiga, sem fim...
Energia tranquila... janela da paz... flor que é vida... quintal da harmonia... porto sem fim... esquinas...

PARABÉNS A TODAS AS MÃES QUE JÁ FORAM CLIENTES DE TERAPIA, ÀS "TEIMOSAS" QUE AINDA SÃO [rsrs], ÀS NOVAS que aos POUCOS e TIMIDAMENTE ESTÃO CHEGANDO, EM ESPECIAL ÀS TANTAS QUE TEM ALGUM RECEIO DE SE ENCONTRAREM E QUE POR ISSO DEIXAM A FELICIDADE PARA SEGUNDO, TERCEIRO ou DÉCIMO PLANO...
MENINAS: OBSERVEM, OUÇAM, FALEM, PERGUNTEM, QUESTIONEM, DUVIDEM SE FOR PRECISO, CUMPRAM, COBREM, OUSEM... OLHEM nos OLHOS, ATREVAM-SE... SUPEREM-SE... SEJAM FELIZES E ILUMINADAS, SEMPRE !

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Depressão

Podemos dizer que uma pessoa está em estado depressivo quando deixa de demonstrar interesse pelas coisas que costumava fazer. Algumas vezes, essa falta de interesse chega a ser pela própria vida. Ainda assim precisará ser forte para encarar seus compromissos pessoais, financeiros, etc.
Nossa vida está longe de ser um “mar de rosas” onde as coisas nos caem quase que prontas do céu e resolvidas de tal modo que não precise esforço algum para encaminhá-las.
A depressão é hoje uma tendência, sem dúvida, e vai aumentando na medida em que a sociedade vai se tornando menos humana. Muitas e erradas vezes, uma pessoa ao tentar “ajudar” alguém com sinais de depressão, incentivando-o a reagir frente aos obstáculos, distraindo-o ou aconselhando-o a fazer algo de bom para passar o tempo, acaba piorando a situação, pois o ideal seria não perder mais tempo, procurando algum tipo de ajuda quase que imediatamente. Isso seria o mais certo a fazer.
Vivemos sob um constante “bombardeio” de coisas que nos tiram a paz e a tranquilidade. São os tais problemas da vida moderna e agitada, as injustiças de toda ordem, a política como fator gerador de interesses mesquinhos, os problemas familiares que por si só já somam um capítulo à parte, enfim, “tantas emoções” como diria o Roberto Carlos, que parecemos enfraquecer diante de tudo. Na ânsia de querer parecer forte, acabamos nos fechando em nós mesmos, como se quiséssemos nos proteger do inimigo invisível, porém, criamos uma espécie de parede em torno de nós, isolando nosso EU de todo o resto. Essa é a “saída” que usamos para não encarar de frente a vida e seus cruéis desafios, que nada mais são que verdadeiras aulas para nós. Lições de vida, como normalmente chamamos, sem maiores comprometimentos com o verdadeiro entendimento do nome.
Nossa vida tem um sentido, apenas precisamos encontrá-lo. Não devemos transformar essa busca em sofrimento, pois isso nos traz profunda angústia e dor. Estamos num lugar de passagem, somos turistas com uma bagagem de mão que precisa ser constantemente revisada, reorganizada, corrigida, repensada e, sempre que preciso, descartando o que não nos serve mais. Fazer a lição de casa nos afasta da depressão. Foi um prazer ter estado aqui. Um bom final de semana. Abraços. (cont.)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Paredes

Paredes é o que somos, na maioria do tempo, e em quase todos os lugares.
Permanecer fechado é como estar morto. É como se todo o céu estivesse à sua disposição e você o olhasse pelo buraco da fechadura. É claro que ainda assim você veria um pouco de céu, às vezes um raio qualquer de sol, talvez uma escassa estrela brilhando. Mas tudo isso é desnecessário e você permaneceria desnecessariamente infeliz.
SAIA DESSE LUGAR – Você pode sair daí. Faça uma pequena experiência. À noite, antes de dormir, fique de pé no meio do quarto e olhe para a parede. Concentre-se, pense em si mesmo como uma parede, sem janelas ou portas. Ninguém pode entrar e você não pode sair – está aprisionado. Só para ter a leve sensação de onde nós estamos.
Esta é uma experiência assustadora e não posso transcrevê-la aqui, na íntegra, pois é um tanto forte, uma vez que te remete à própria “sepultura”, para perceber o que é a “vida” que nós acatamos como uma experiência normal. Somente depois disso você valorizará mais o agora, o momento presente, o verdadeiro significado de estarmos aqui, vivendo este “presente”, pessoal e intransferível.
Esta experiência, quando feita em atendimento, tem um grande impacto transformador no dia-a-dia.
Ao compreender como isso acontece, você irá entrar em contato com uma outra dimensão, sendo aos poucos capaz de sentir as vibrações vindas de outras pessoas, aprendendo assim a proteger-se.
Na vida, nós temos esta opção, de sermos PAREDES ou PORTAS. Isso é algo muito pessoal, pois somente você tem o PODER da escolha. Não culpe os outros pela sua clausura. Também não se culpe. É bem provável que este tenha sido mais um momento de escolha. E isto quer dizer que você foi colocado à prova, mais uma vez, das tantas que a vida ainda irá te proporcionar. E pode ter a certeza disso: ela o fará sempre que necessário.
Se você pudesse imaginar, mas somente imaginar o que eu vejo de paredes nas ruas, e não estou falando das construções. Paredes humanas, sem brilho, sem propósito, sem vida. Isso é ruim para todos. É triste, é pobre, é insano, mas apesar de tudo, é ESCOLHA, e de escolhas nossas VIDAS são construídas. Foi uma escolha ter estado aqui. Um bom final de semana e uma FELIZ PÁSCOA.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Adolescência - II

Falando mais claramente sobre desdobramento de personalidade, o que justifica o fato de que nem sempre o doente é o doente, quero salientar que a Apometria é uma técnica ideal para ser utilizada com pessoas. A finalidade maior é tratar pessoas, e não espíritos. Porém, algumas ferramentas podem e devem ser utilizadas no tratamento espiritual.
Quando disse que muitas vezes a questão é o adulto e não o filho, alguém deve ter pensado que eu estava defendendo o jovem ou a criança. Não é nada disso. Defesa e justiça são palavras fortes, de entendimentos diversos. Preocupa-me o fato das crianças de hoje virem com personalidades adultas aflorando rapidamente, o que torna o convívio muito difícil, pois elas insistem em um comportamento adulto, e isso nada tem a ver com a ausência de outras crianças à sua volta, como muitos pensam. São mudanças ocorrendo de forma muito rápida, e que pedem urgentemente – em cada situação, graus de entendimento distintos. Uma infância com compreensão reflete uma adolescência sadia.
Ao falar em dissociação de consciência, estou entrando novamente no mundo daquelas coisas que a maioria ainda não entende, ou prefere não entender, pois é mais fácil permanecer alienado(a), cego(a), distraído(a), “grog”, tanto faz. Precisamos deixar de lado esses papéis de vítimas, que não somos. Estamos numa espécie de “escola-colônia” chamada Terra. O desejo maior do ser será sempre a felicidade, que jamais existirá sem aprendizados. É para isso que estamos aqui. Para amar, sonhar, para “fazer bonito”, para realizar ou obter coisas que para muitos seriam impossíveis, mas que ao fazer, provamos que o impossível não existe. “Por não saber que era impossível, foi lá e fez. Depois que soube, jamais conseguiu”.
Venho imprimindo às minhas colunas um novo perfil, nada contra aquele modelo “auto-ajuda” que por mais de 40 edições (e não por acaso), chegou até você. Este é o 50º texto que eu escrevo para o Tribuna, desde a 1ª edição, em 12-06-2008, mas o momento pede algumas mudanças, e estas também precisam estar presentes até mesmo nas coisas mais sutis, como as que nos tocam direto na alma. Dentro desta nova etapa, me sinto inclinado a falar de coisas um pouco mais complexas, não esquecendo de que a receita ideal continua sendo a simplicidade. Obrigado Tribuna, obrigado leitor.

sábado, 27 de março de 2010

Adolescência - I

Foi um novo cliente, um jovem de 15 anos, com tantos e tantos questionamentos comuns à idade, que me levou a escrever a coluna de hoje. Gostaria muito que todos os jovens iguais a ele tivessem o discernimento necessário para perceber o quanto nós adultos, dentro da nossa incrível prepotência madura, nos deixamos levar pelo fato de hoje – já crescidos e “evoluídos”, pensarmos saber tudo.
Quero repetir aqui, para que fique registrado também em papel, pouco do tanto que lhe falei na tarde de terça-feira. “Teu caso não é diferente dos tantos casos que há por aí. Eu próprio, com a idade que hoje tens ... (pausa) esquece, meu amigo, eu cresci e já não me recordo mais de como lidei com tantos sentimentos. Entende o que é ser adulto?”
Hoje, já quase com 45 anos, percebo o quanto nós pais falhamos nesta nossa missão terrena. Não fosse por um “diálogo interior”, certamente eu me incluiria nas fileiras que serpenteiam mundo a fora, repletas de adultos “donos de si”, que pelo tom alto de voz, impõem sua cega e violenta arrogância, e mais contraditórios ainda se revelam ao dizer que também já foram adolescentes. Sim, é verdade, foram, mas a herança que perambula pelas ruas nos mostra claramente o quanto deixamos para trás o nosso EU CRIANÇA.
Engraçado que, para piorar tudo isso, ainda há a turma que insiste em tratar essas questões com anti-depressivos ou calmantes. Por favor, respeitem a integridade espiritual destes que poderiam ser seus próprios filhos. Mas até nesta circunstância eu já vi pais errando e errando cada vez mais, jurando estarem corretos. É o tal do “eu sei mais”, não é?
Muitas vezes quem precisa de ajuda são os próprios pais que, tendo algum controle sobre seus “fantasmas do passado”, impedem, de algum modo, que isso se manifeste livremente no momento atual de suas vidas, porém, esquecem que no canto da sala, jogando vídeo-game ou fazendo alguma coisa qualquer, está alguém com tantas dúvidas quantos espinhas, “prato predileto” das formas-pensamento do adulto pai ou mãe que, pelo desdobramento de personalidade de um destes ou de ambos, acabam vitimando o próprio filho, que pela pouca idade, possui um grau maior de sensibilidade. (continua)
É sempre um ato de profunda fé, coragem e desprendimento estar aqui, desafiando você a ver outras coisas, ampliando um pouco sua percepção.

quarta-feira, 17 de março de 2010

"A hora é essa."

Em virtude da cara sequência de um curso que inicia este mês e se estende até 2011, avançando mais uma etapa nesta importante área da minha vida, organizei alguns horários para atendimentos onde você pagará muito pouco por uma terapia reconhecida no mundo todo como a terapia de um novo ser. O ser que busca não fora, mas dentro de si mesmo respostas para sua evolução pessoal, suas buscas, seu crescimento de espírito.
As dificuldades que surgem a cada novo curso, quer pelo desgaste físico devido aos longos deslocamentos, quer pelos custos, são grandes.
Trabalhar com terapias que muito pouco podem contar com algum incentivo da medicina tradicional já é um grande desafio, imagina então fazer isso numa cidade como Uruguaiana. Aqui há quase nada de abertura de consciência para isto. Existe sim, abertura de carteiras para custear tratamentos de um corpo doente. Porém, “graças” a essa pouca abertura de consciência, existem alguns horários de atendimentos ainda não preenchidos e que gerarão oportunidades de atendimento a custo baixo. Excelente chance para você cuidar mais de si.
Conheço as várias dificuldades (financeiras, principalmente) pelas quais as pessoas passam, e até adoecem por isso. O fato de não ter a quem recorrer em momentos de angústia, tristeza, temor ou aflição, leva uma pessoa a um quadro ainda pior, fazendo com que fique depressiva, coisa que não ajuda muito naquela hora. Há ainda momentos em que a própria vida parece estagnar. Se você acessar a internet, no endereço que está abaixo, verá que desde 2008 foram escritos vários textos tentando alertar para sua qualidade emocional, através de palavras simples, porém escritas com muito zelo e dedicação. Agora, graças a um curso, e talvez não “por acaso”, chegou a hora da parte prática. Serão 15 pessoas que estarão incluídas em um primeiro momento. A continuidade dessas pessoas no atendimento de terapia considerará a qualidade do emocional de cada uma, fazendo com que permaneçam por mais tempo ou deem o lugar para outras que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o bem que a terapia proporciona.
Envie um e-mail ou ligue. Vai ser um privilégio poder estar com você. Um grande abraço.

Caminho de pedras

“Quem quiser chegar à nascente, tem de nadar contra a correnteza.”
Muitas pessoas tem a consciência do quanto é importante crescer espiritualmente, e o tentam fazer de várias maneiras. Levadas por indicações de alguém, acabam chegando em algum lugar. Outras vezes, levadas pela própria intuição (mais raro) vão de encontro à sua própria alma, a sua essência.
Os meios que te levarão pouco importam, o que precisa acontecer é você acessar seu EU DIVINO, e lembre que todos nós estamos sob as estrelas. Você e eu precisamos crescer, talvez em diferentes aspectos, mas todos, sem exceções, precisarão desse crescimento ainda nesta existência.
Até pouco tempo eu pensava ser um brasileiro, pensava ser o Emílio, e pensava, também, que isto aqui era tudo. Isso gerava em mim uma espécie de aflição, pois sentia falta de lugares aos quais nunca havia ido, um tipo diferente de saudade de coisas ou momentos que não havia vivido nesta vida.
Você acredita que já teve uma vida anterior a esta? Não quero contradizer as informações dos teólogos cristãos, até porque não tenho interesse algum nisso. Sou católico pelo ritual do batismo e me considero, hoje, um espiritualista (não confundir com espírita – que não sou). Minha Fé está acima de qualquer coisa, muito acima de qualquer sistema de crenças. Agora, tomar para si algumas coisas como verdades absolutas, porque em determinada época isso era de suma importância a um específico grupo que tinha lá seus interesses, bom, isso já é outro departamento. Vamos com profunda calma e algum discernimento.
Ao som de Grieg, a coluna vai sendo escrita e o assunto vai sendo desviado sem estranhar algumas argumentações, por favor. É complexo adentrar certos conceitos sem que egos sejam feridos. Vivemos em um mundo de muitas contradições e inverdades, e para “piorar” tudo isso, vem a vida e nos propõe um caminho de pedras, pois pensamos ser apenas o que somos, quando na verdade somos mais. Hoje eu percebo que estou brasileiro e que, por alguma razão, estou Emílio. E o que isto me traz de aprendizado? O que preciso resgatar ou fazer nesta vida? Saindo, ou melhor, nem entrando no conceito vazio de que tudo isto é um processo meramente biológico, você precisa perguntar-se sobre quem realmente é e para que veio. Abraços.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Corpo saudável

Diferente do corpo “sarado”, o corpo saudável é a manifestação inteligente da saúde.
Com esta frase, quero fazer com que você veja a maneira como está tratando do seu corpo, de um modo geral, sem “invadir o campo” dos porquês.
Entrar ou estar em contato com o corpo requer uma maior sensibilidade. Algumas pessoas só percebem o corpo ou parte deste quando algo não vai bem. Surge uma dor de cabeça, então você sente o desconforto, indo direto para o analgésico, sem investigar o que está acontecendo. E mesmo que questione, talvez a resposta não venha assim de maneira tão direta e clara, pois você não está acostumado a isso, a dialogar consigo mesmo.
Mas existe quem faça isso? Sim, existe. Talvez você ainda não conheça alguém. Tantas coisas nós desconhecemos. Tantas coisas deixamos de ver.
Nossa vida é meia vida. Nossa felicidade mora na casa ao lado. Nossa paz, perdemos em alguma esquina. Somos o que disso tudo restou. Acredito que ainda é possível tentar resgatar essa essência profunda, que nos pede para sermos melhores do que hoje somos. Dê uma olhada em volta e veja o que fizemos e ainda estamos fazendo com a nossa casa, o planeta em que moramos. Humanamente já é impossível reverter tudo isso. Pois bem, ainda não satisfeitos, partimos rumo à autodestruição.
Mais do que nunca, precisamos nos observar, ficar atentos ao modo como estamos vivendo.
Check-up periódico em consultórios médicos é uma coisa, diálogo interior é outra, muito diferente, por sinal. Não há como comparar. Um leva ao tratamento da possível patologia. O outro busca a origem, o evento causador da desarmonia física.
Quando tudo está bem, você permanece alheio ao estado geral interno do corpo. Quando os sinais aparecem, seu contato, então, já não é com o corpo, mas sim com o sintoma ou doença, enfim, com algo que deu errado. A sensação de bem estar já não está mais presente.
Perdemos quase que totalmente a capacidade de manter contato e interagir com o nosso corpo quando estamos bem. Despertamos para este estado apenas na emergência. Se algo deu errado, então precisa ser resolvido. È preciso comprar um remédio. É preciso “tapar o sol com a peneira”.
Mais uma vez, foi um privilégio estar aqui.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Entrando no barco

Fazer aquilo em que você acredita, seguir seu coração, confiar nos seus instintos parece uma viagem solitária? É, até pode parecer. Quando se chega a esse ponto, ninguém além de você pode determinar o curso de ação correto para sua vida e para seu crescimento, seja ele profissional, pessoal ou até mesmo espiritual. Mas o que não é muito considerado é que a maioria dos nossos conflitos e até mesmo a solidão são realmente o resultado de não seguirmos nossos próprios caminhos, nossa luz, nossa jornada. Deixamos o barco de lado.
Enquanto formos leais à nossa pouca intuição, portanto, a nós mesmos, sempre encontraremos alguém disposto a ajudar ao longo da nossa vida.
Teremos momentos de solidão, de incompreensão com nossos próprios sentimentos, momentos em que as idéias desaparecerão. É que na verdade não estamos muito acostumados a “pensar” com as emoções. Nossa mente tem um poder absoluto e absurdo sobre nós. Quando que a moderna ciência irá descobrir isso? Chegará o tal dia em que seres humanos serão tratados como seres divinos em sua essência? Mas se nem nós acessamos essa essência, como esperar um gesto dessa grandeza de quem “trata” das emoções da humanidade?
[rsrs], irônico isso. Muitas vezes sou levado a escrever coisas... mas no final, a sensação é de estar escrevendo muito próximo das estrelas, onde ninguém consegue ler. Mesmo assim, sigo minha intuição, meu coração, meu guia.
Bom, “retomando o raciocínio”, como dizia o capitão Nascimento, se soubermos dirigir nossa atenção para essa nossa essência, perceberemos presenças ao nosso lado, e isso quando menos esperarmos. Pessoas entrarão por uma razão, por uma estação ou, quem sabe, por uma vida inteira, como diz uma mensagem que vi certa vez. Quando percebermos o verdadeiro motivo de tal encontro, estaremos sintonizados com uma energia maior, uma outra frequência ainda pouco conhecida da maioria das pessoas, e então saberemos como agradecer a lição que cada uma daquelas pessoas nos proporcionou. Este é o momento de entender, também, o que de nós cada uma delas levará para aplicar na sua vida. Isto é crescimento e partilha.
Sejamos corajosos. Sejamos intuitivos e, acima de tudo, nós mesmos, remando rumo ao centro das nossa emoções. Foi um privilégio estar aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Repensando o que somos

Este é um roteiro básico com perguntas que devemos nos fazer em certos momentos da vida.
É fundamental fazer um autoinventário honesto do modo como vamos traçando o nosso roteiro.
Relacionei apenas alguns pontos, mas sei que você deve ter outros tantos para acrescentar.

01 – Sou excessivamente temperamental?
02 – Sou egoísta, ciumento ou possessivo?
03 – Meu jeito de falar é grosseiro?
04 – Tenho falta de autoconfiança?
05 – Tenho falta de autoestima?
06 – Sou uma pessoa vingativa?
07 – Sou uma pessoa submissa?
08 – Até que ponto sou humilde?
09 – Aceito o outro como ele é?
10 – Como anda minha fé?
11 – Sou muito ansioso?
12 – Sou muito resmungão?
13 – Estou satisfeito com o meu trabalho?
14 – Trabalho com honestidade?
15 – Guardo sentimentos de culpa?
16 – Guardo sentimentos de raiva ou ódio?
17 – Estou indo rumo à autodestruição?
18 – Estou bebendo mais do que devo?
19 – Me alimento exageradamente?
20 – Exercito-me o suficiente?
21 – Estou crescendo intelectualmente?
22 – Estou evoluindo espiritualmente?
23 – Aproveito o tempo com meus filhos?
24 – Qual o tempo que eu reservo para mim?
25 – Em que nível está a minha ambição?
26 – Estagnei em minha vida ou carreira?
27 – Tenho medo dos outros?
28 – Tenho atitudes amigáveis?
29 – Sei que ainda tenho muito para aprender?
30 – Leio o suficiente?
31 – Confio em mim mesmo?
32 – Ofereço ajuda para o meu irmão?
33 – Quanto eu sou capaz de perdoar?

Tudo o que foi mencionado na lista acima pode ser corrigido, desde que você deseje muito fazê-lo. Lembre-se de que a atitude que tem para com você mesmo determina sua atitude em relação ao outro.
Foi uma honra compartilhar mais uma vez este espaço com vocês, leitores do Tribuna. Abraços.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Afinal, quem somos?

Sem ter a pretensão de impor um ponto de vista muito particular, quero apenas deixar uma reflexão para que você faça sua própria análise em relação a essa nossa jornada aqui neste terreno planeta.
Aqueles que foram ensinados da maneira mais tradicional, sendo levados a acreditar apenas nos fatos comprovados cientificamente, com certeza irão dizer que somos formas de vida obedecendo um ciclo de nascimento, vida, procriação e morte. Alguns até aceitarão que temos algo mais dentro de nós, uma espécie de alma ou coisa assim, mas que em nada interfere no modo “biológico” de viver.
Procuro fazer comparações sempre de maneira clara, para que um número maior de pessoas possa entender. Aos que já dominam tais assuntos, percebam como é fácil usar de simplicidade e como é simples transmitir uma mensagem. Aos que recém estão abrindo as portas da autopercepção e do autoconhecimento, saibam aproveitar estas oportunidades. Algumas novas e outras únicas.
Este é o propósito e, sem fazer uso dos chatos e dispensáveis termos técnicos ou palavras que impressionam, vou escrevendo sobre algo que sempre existiu, mas que nunca “paramos” para ver.
É como se todos nós estivéssemos em uma ilha. Aqueles primeiros pensarão estar no grande continente. Para eles, a ilha representa o todo.
Alguns ousarão se afastar um pouco da grande multidão e perceberão que há uma praia logo ali em frente. Olharão o mar e verão um imenso horizonte inexplorável. Estes são em menor número. Um pouco mais de visão e sensibilidade os perseguem.
Daquele já pequeno grupo, uma parte olhará para o lado. Haverão pequenos botes, tão próximos deles...quase inacreditável. – Para que tais barcos? Será que devo entrar? Há um par de remos, mas para onde, exatamente, irei remar? ... Puxa, é verdade, ainda precisarei remar. Deixa pra lá.
Haverão, ainda, os corajosos que empurrarão seus barcos até a água e entrarão dentro deles, assumindo os remos da sua vida. Estes ajudarão na construção de suas próprias histórias. Olhando para trás, talvez sentirão falta dos que ficaram.
Há um destino, com toda a certeza, porém são as nossas escolhas e o aprendizado que disso vier que determinarão o roteiro dele.
Que 2010 seja um novo roteiro. Abraços.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pai nosso

O Pai nosso é mais que uma oração. É uma verdadeira e poderosa reflexão entregue pelo Mestre Jesus, para que possamos harmonizar o espírito, a consciência e também a matéria.
Não é protocolo a ser seguido, pois perde todo o sentido quando simplesmente repetimos palavras. Sentimentos e emoções, longe de serem tocados pelo som de algo decorado, gritam em profundo silêncio o som que esquecemos de ouvir.
Se neste momento você é incapaz de entender as inquietudes da sua alma, tente fazer sua própria oração, seu pedido de ajuda, seu pedido de justiça.
Quando entendermos que estamos juntos, e que juntos somos todos um, ficará fácil reconhecer o outro como irmão e que na unidade reside a força da união. Sendo uma só voz, diremos algo assim:
“Pai nosso que está no céu, e não somente naquela cruz de sofrimento e dor que ao longo dos tempos pede, inutilmente, que todos os homens se dêem as mãos. Pai nosso, que está em algum lugar, te faz novamente homem. Vem para guiar-nos, pois necessitamos do teu divino exemplo.
Pai nosso que está, em essência, dentro de cada um, quase que petrificado como nas imagens, quando deveria ser arrancado da cruz e abraçado.
Pai nosso que está acima de nós, recebe os nossos pedidos, e já que vieste por amor aos que neste mundo ainda carregam suas cruzes, segue iluminando com tua imensa luz a terra. Peço-te, por todos os homens que se arrastam como vermes, pelos tantos que pensam poder tudo, pelos inúteis e prepotentes governantes do mundo, pelos fracos que ante ao dinheiro se ajoelham servilmente, por aqueles enraivecidos, por aqueles que te ignoram ou te recusam, piedade.”

Já era tarde, naquele 24 de dezembro. A noite reinava, rodeada de estrelas e uma triste música murmurava repetidamente uma súplica, um sonho, um desejo. Era a minha alma que continuava a clamar num grave silêncio:
“Pai nosso, onde quer que estejas, tem piedade dos humildes, dos que sofrem, dos que imploram, dos que choram e dos que não conseguem chorar. Piedade dos que não conseguem amar. Pai nosso que está bem perto de nós, Cristo nosso, aqui estamos, cada um achando que tudo sabe, e que nada mais precisa aprender. Por nossos muitos e repetidos erros, perdão Pai.”

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dizer o que...

Dia desses, conversando com uma amiga que lê a coluna, tive a nítida sensação de estar saindo do foco norteador do meu trabalho. Simplicidade com objetividade, é o que busco, sem a pretensão de querer ser o dono da razão. Deixando um pouco de lado o ceticismo, você terá algo a refletir ao longo do dia. Mas qual dia você irá escolher?
Dizia-me ela que o texto estava complexo, pois tratava de coisas simples, como aquelas descritas nas duas últimas colunas. Fazemos do nosso volátil dia um campo de fuga, um trevo com saídas que nos levam para qualquer lugar bem longe de nós mesmos. Por vezes, nosso dia se transforma em uma arena de guerra, minada de falsidade.
É disso que estou falando e é disso que sempre falei, do reduzido espaço de tempo que dedicamos àquilo que nos é mais precioso: nosso bem estar, nossa harmonia, paz, saúde e vida. Nossa alma.
Não somos apenas corpos, somos mais do que isso. Porém, quando adoecemos - e ainda não somos profundos conhecedores dos verdadeiros motivos que nos levam a este estado - é o órgão doente quem recebe os primeiros socorros. Primeiros e últimos, como bem sabemos, pois ali terminou o compromisso daquela que tão superficialmente nos trata. Assim como o pobre povo que, em dia de eleição, é transportado às urnas, também somos levados, desde sempre, a aceitar somente o que é cientificamente comprovado, pois de resto, é tudo muito empírico, dizem os que "tudo" sabem.
Vivemos "drogados" para não pensarmos em nossa busca por algo melhor. Achamos que doença é um estado normal, pois decorre do simples fato de estarmos vivos. E assim permitimos que calmantes e antidepressivos atuem "a nosso" favor.
Dizer o que então, se não estamos querendo entender o que está acontecendo, pois é mais fácil ficar assim, na absurda dependência das caixinhas.
Meu desafio tem sido este, o de fazer com que você ande pelas próprias pernas. Só dependerá do quanto você quer entender e aceitar.
Você não é o dono da sua vida, mas ela está sob sua custódia. Você é dono, sim, dos seus atos e escolhas. Que responsabilidade.
Espero, realmente, que você procure ampliar seus horizontes, passando a ver algumas coisas sob uma nova óptica. Bom para você, ótimo para todos nós. Precisamos crescer, e muito.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Conhecendo-se (2)

Na semana anterior iniciei aqui um exercício para ser feito a qualquer momento do dia ou da vida, independendo da idade ou estado de espírito. Uma parte sossegada na casa e a certeza de que ninguém irá perturbar, são os ingredientes para o seu exercício. Esse é um momento só seu, e precisa ser respeitado. Impraticável, não é? Sei que sim, mas é preciso. Conheço muitas pessoas que também não encontram tempo para si. Quer saber como elas andam? Não andam, são levadas. Mas isso é assunto para outro dia
Eis a continuação:
Feche seus olhos e volte-se para qualquer pensamento que surgir na tela da sua mente: pode ser uma nuvem em movimento ou qualquer outra coisa – apenas olhe, sem pensar, sem julgar, sem analisar, sem criticar e sem se preocupar.
Esta fase, como disse anteriormente, será um pouco mais complicada que a primeira, exatamente porque tudo nela será mais simples, e não estamos habituados a isso. Um conselho: Seja paciente, pois pode levar alguns dias, semanas, meses ou até mesmo anos até que você consiga atingir este estado: Vai depender exclusivamente do seu grau de atenção, intenção e dedicação.
Chegará, então, o dia em que os pensamentos não estarão mais lá. A sensação experimentada vai ser melhor do que na primeira fase. Será mais sutil, é verdade, porém marcante. Este será o momento de começar a terceira fase: observe o observador. Os objetos e os pensamentos foram deixados para trás. Agora você está sozinho. Seja o observador desse observador. No começo será difícil porque nós só sabemos prestar atenção em algo – um objeto ou pensamento. Agora não há nada, só o vazio absoluto. Apenas o observador permanece. Você tem que se voltar para si mesmo.
Descanse nesse instante de solidão e, quando o momento chegar, você saberá, pela primeira vez, o que é a alegria na sua forma mais pura. É você em sua essência. É o encontro com você mesmo.
Você precisa desaprender velhos hábitos e pensamentos. Preste atenção no que é mais simples, depois no que é sutil e, finalmente, no que está além do simples e do sutil. Este é um estado de MEDITAÇÃO. O real significado da palavra meditar é o oposto daquilo que aprendemos. Não é pensar sobre, e sim “não pensar”. É contemplar apenas, tal qual uma oração mental.
Um grande abraço e até a próxima.

Conhecendo-se (1)

Conhecer a si mesmo não é muito difícil. Você não precisa aprender quem você é, mas precisa, sim, desaprender algumas coisas.
Primeira etapa: você tem que desaprender a se preocupar com tudo e com todos. Isso não ajuda.
Segunda etapa: você tem que desaprender a se preocupar com os pensamentos “residentes”. São aqueles resistentes ao extremo.
A terceira etapa é uma conseqüência natural – basta observar. Qualquer lugar serve, o importante é começar a observar mais as coisas. Sentado, em silêncio, olhe uma árvore, por exemplo. Não pense e não se pergunte “Que tipo de árvore é essa?” – não julgue se é bonita ou feia, se está verde ou sem folhas. Não deixe que algum pensamento crie perturbações, apenas observe a árvore.
Você pode fazer este exercício em qualquer lugar, olhando qualquer coisa, apenas lembre-se que quando o pensamento vier, você deve colocá-lo de lado e continuar observando. No começo será chato, mas logo as pausas começarão a surgir: não haverá nenhum pensamento, mas você sentirá uma sensação de paz ou de alegria com esta simples técnica. Isso é uma meditação.
A árvore está lá, você está lá e entre os dois há um espaço vazio – sem pensamentos. De repente surge uma sensação boa, sem razão específica. Você aprendeu, então, o primeiro segredo.
Por ser mais simples, sugiro que você comece com um objeto. Você pode sentar-se em seu quarto e ficar olhando para uma fotografia – não pense, apenas olhe. Aos poucos, perceberá que há uma mesa ou algo assim. Você está lá, mas não há nenhum pensamento entre vocês dois. A sensação de paz, quietude, serenidade e simplicidade no pensar é imediata. É a sensação de contentamento que fica reprimida pelo excesso de pensamentos.
Comece com objetos e, quando tiver entrado no estágio de sintonia, ao sentir que os pensamentos desaparecem e os objetos permanecem, passe para a próxima fase, onde será exigido um maior grau de atenção e entrega. Será uma fase um pouco mais complicada, porque as coisas serão ainda mais simples, acredite.
Aproveite esta semana e treine a primeira parte da meditação. Na próxima coluna continuarei com este exercício.
Abraços e um bom final de semana.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tempo

Se tempo é um conceito relativo, por que o deixamos ditar nossas vidas de maneira tão absoluta e cruel, quase que sem controle?
O tempo não é uma coisa real. É simplesmente um instrumento “inteligente” que inventamos para fazer planos com outras pessoas e organizar, de alguma maneira, as nossas tarefas cotidianas. Isso o torna, em teoria, apenas mais uma forma de controle, colocada ao nosso dispor. Mas não é isso o que vem acontecendo ao longo da vida.
Frequentemente atribuímos ao “nosso amigo” tempo mais importância do que ele tem e deixamos que ele defina todo o nosso desenvolvimento. Cada idéia nova, cada meta, cada projeto de vida precisa de um período de gestação, e a verdade é que nem todos têm a mesma tabela de tempo, de evolução.
É a nossa vida sendo determinada por um fio, ditada por uma de nossas piores e mais destrutivas invenções, o tempo. Ele é, por irônica natureza, mais letal do que qualquer instrumento de medida inventado pelo homem. Sem dúvida, o pior.
Você já se viu em voltas com alguma coisa a ponto de não perceber o quanto de tempo havia se passado? É em situações como esta que estamos, de verdade, em contato com nosso próprio instinto com relação ao puro valor do que estamos fazendo. É o momento em que deixamos nossa natureza criativa não apenas agir, mas também concluir no “tempo” necessário aquilo que foi iniciado. “Tudo no seu devido tempo”, como dizem.
Um de nossos maiores erros acontece quando começamos a comparar a nossa velocidade com as velocidades dos outros ou com algum conceito de tempo baseado em estatísticas ou em recordes, e começamos a duvidar de nós mesmos. Neste e nos momentos seguintes tudo o que faremos será tão somente o desligamento do nosso “eu”, da nossa própria intuição, pois estaremos nos moldando ao inútil formato do outro. Os parâmetros do outro são apenas dele, e quem sabe nem isso seja verdade, uma vez que as chances dele ter absorvido isso de alguém são imensas. Cópia não é aprendizado.
Tenha em mente, porém, que os resultados não são sempre destinados a satisfações de curto prazo, e você verá como a vida pode ser mais fácil para um ser temporalmente independente.Passemos, a partir de hoje, a conhecer as nossas reais necessidades não apenas pela razão do tempo, mas também pelo tempo do coração.

Procurando viver

Eu sou o que sou, com os erros e os acertos. Os outros são o que escolheram ser. Ontem e bem antes disso eu fui o que fui e, apesar de tudo, o mundo é o que é. Sem ter a pretensão de julgar, tente conhecer os verdadeiros motivos dos outros, dentro dos limites relativos de cada um. Ficará bem mais fácil entender, aceitar e mudar tudo aquilo que pode ser mudado em mim, para que eu sirva de exemplo ao outro, ou para que melhor eu possa ajudá-lo. Quanto ao planeta, humanamente não poderemos mais desfazer os erros cometidos, mas podemos parar de piorar, passando a ter um pouco mais de vergonha de tanta coisa ruim e errada que fazemos na nossa própria morada.
Quanto a nós, se pararmos com as batalhas pessoais, pararmos com o velho sistema de culpas e medos, provavelmente sentiremos um pequeno alívio, pois estaremos iniciando todo um processo de mudanças internas que são sutis, imperceptíveis muitas vezes, mas que nos proporcionarão um desenvolvimento pessoal em um relativo espaço de tempo, dependendo do esforço de cada um.
O grande segredo é SABER FAZER, e fazer com coração, da melhor maneira que pudermos. Tudo pode ser quando se sabe fazer. Toda a ação vem de uma causa (lembra do que falei na semana passada?), e se você sabe ou souber causar, então algo pode ou poderá acontecer. Seja um bom aluno, aprenda mais sobre você, busque dentro de você as respostas que os outros te negam. Este não é o papel deles. Nunca foi e nunca será.
Reveja a coluna da semana passada e pense um pouco naquilo que foi escrito não apenas com o coração, mas com um pouquinho de conhecimento e muita sensibilidade sobre um campo tão vasto e tão miseravelmente explorado por nós.
Esquecendo tudo o que passou e partindo do conceito que estamos aqui para fazer acontecer algo que desde sempre chamamos de VIDA, não faz sentido algum deixarmos envelhecer dentro de nós coisas que são motivos de tanta desarmonia, tristeza, dor, angústia, mágoa, culpa, medo, ódio e rancor. EU POSSO, a partir de agora, começar a despertar condições favoráveis para que tudo isso mude, para o meu próprio bem e para o bem daqueles que comigo caminham. Isso é PERDÃO, TRANSMUTAÇÃO e EVOLUÇÃO.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Erros, escolhas

Se você errou e logo percebeu o erro, esta é a hora certa para modificar, transmutar. Ao perceber e agir favoravelmente para que a situação tenha um final menos traumático, você estará amenizando os efeitos da LEI DE RETORNO. Bom para todos.
Se você magoou alguém, intencionalmente ou não, direcione para você e para essa pessoa um pedido de perdão, e tente afirmar para você mesmo que isso não pode mais acontecer, pois todo o problema está na repetição dos nossos erros. Errar é humano, como dizem, mas é o fato de persistir no erro que tem atrasado toda a nossa evolução. Isso é, originalmente, CAUSA E EFEITO, a famosa lei.
Já é bem antigo aquele entendimento de que todos nós trazemos uma bagagem de dívidas e que temos de pagá-las. Penso ser esta a justa condição para que a nossa evolução aconteça. CARMA é algo colocado no nível da alma. Esta progride, atinge um processo evolutivo e cresce. A alma tem todos os parâmetros da perfeição, da harmonia e da luz para fazer isso.
A energia do carma (velha bagagem, repleta de erros não resolvidos), vem da alma, enquanto que a energia de causa e efeito são emanações, e que até podem vir a ser um futuro carma se não forem aceitas e transmutadas na dimensão em que foram originadas.
A lei da vida é muito simples, aplicada ao nível da alma. Quando errar e machucar alguém, perceba isso e assuma todo o erro. Agindo assim estará transmutando isso. Ferir alguém significa ferir-se também. Livre arbítrio tinha que vir com manual de instruções e guia de boas maneiras.
Se você errar e permitir que o erro se perpetue, você estará criando mais daquela energia negativa. Isso é típico de quem costuma alimentar muita raiva ou guardar rancores. Se você não perceber isso e não mudar, infelizmente esse será o caminho que te levará a desarmonia. Você tem o poder de criar o seu “inferno particular”, porém não tem o direito de colocar outros dentro dele.Quando uma pessoa está bem consigo mesma, ela está bem com todos à sua volta. Precisamos entender que é chegado o momento de conversar de coração para coração, de alma para alma, e reafirmar o verdadeiro significado de VIDA.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sofrer...

Não há como mudar, disfarçar ou esconder: é impossível ser um humano e não ter algum tipo de sofrimento, mesmo que seja por uma única vez.
O conceito de sofrimento pode variar muito. As causas que determinam este mesmo sofrimento podem não estar relacionadas entre si, nem serem de uma mesma fonte. Um mesmo sofrimento pode ser encarado de diferentes maneiras, dependendo de como estamos fisicamente, emocionalmente, mentalmente, espiritualmente e energeticamente.
Mas o que “sofrer” quer realmente dizer? Uma definição é “sentir dor e desconforto”, como os incômodos causados por algum tipo de doença. Todos nós entendemos perfeitamente este tipo de exemplo, pois temos um corpo, não podemos evitar a experiência da dor física – a nossa própria entrada neste mundo é permeada de sofrimento e dor, tanto para a mãe quanto para a criança. E, como somos criaturas emocionais, é impossível não nos sentirmos tristes ou chateados de vez em quando. No reino humano, a dor e o desconforto são simplesmente esperados.
Há ainda uma outra definição para a palavra “sofrer”, que é “passar por”. Todos nós conhecemos a expressão “arcar com as conseqüências”, ou “sofrer as penalidades”. Normalmente, atribuímos uma conotação negativa a isso devido à nossa noção judeu-cristã de julgamento, pecado e imperfeição humana. Mas “sofrer”, assim como “passar por” não precisa, necessariamente, ter uma conseqüência negativa. Podemos, da mesma maneira, obter resultados maravilhosos das nossas ações, quando finalmente somos promovidos, depois de anos de trabalho dedicado, ou quando nos emocionamos ao ver nossa casa pronta depois de anos de aluguel, mudanças e privações. Num sentido real, “sofrer” é a abreviatura da lei da causa e efeito. Quando focamos nossa atenção na dor e no desconforto, geramos mais dor e desconforto.
Se toda a nossa realidade já estivesse traçada, poderíamos ser bons ou ruins, que isso em nada mudaria. Imagine só se fosse assim. Fazemos nossa realidade dia após dia. Ao nos permitirmos viver e sentir todos os aspectos da vida, seus altos e baixos, as alegrias e os desafios, aceitamos nosso magnífico papel de co-criadores e a vida se torna uma grande aventura espiritual.
Foi um privilégio estar aqui mais uma vez.

Suportando pressões

Fortes é o que precisamos ser diante das adversidades da vida. Buscar aquela presença de espírito na hora de agir sob determinada pressão é imperativo. Conquistaremos, passo a passo, estes pequenos sucessos ao superarmos os desafios e problemas que se apresentam na nossa vida e que, não raro, parecem ser cada vez maiores.
Muitas vezes pensamos ter apenas passado por algo, mas na verdade houve ali uma grande superação, e isto precisa ser celebrado. Agradecer por cada conquista, por cada enfrentamento parece coisa boba, mas neste gesto abstrato reside um dos mais sólidos pilares do crescimento pessoal, a gratidão. Agradecer não somente aquilo nos foi presenteado, de alguma maneira, mas também tudo aquilo que superamos ou conquistamos.
Atitudes assim nos impulsionam para seguir em frente, dando-nos segurança para enfrentar aqueles momentos em que tudo o que fazemos parece não dar certo. Esta é a hora de suportar as pressões e seguir em frente. Pressões na escola, em casa, no trabalho, no relacionamento, enfim, pressões.
Você deve estar dizendo (ou pensando): “Ah, falar é muito fácil...” e eu digo que você está certo. Sem dúvida, tudo parece perfeitamente possível quando se desenha ou se escreve. É um mundo à parte, onde é possível passar a borracha ou usar as teclas del ou back space. Voltar apagando, para só então refazer. Que maravilha. Mas não é assim que caminha a humanidade. Nossos erros custam caro, e por vezes são irreversíveis, irreparáveis, fatais. E não só nesta hora, mas em todos os outros momentos que farão parte desta minha existência, penso que mesmo sendo difícil e distante de toda e qualquer teoria, preciso suportar e enfrentar. Não me resta outra alternativa, a menos que eu me entregue à derrota que reside dentro de mim. Dizia o velho xamã ao pequeno índio aprendiz: “Dentro de nós existem dois lobos. Um muito ruim, feroz. O outro é bom e corajoso. Os dois estão sempre em constante enfrentamento de forças...”
Curioso, o atento indiozinho perguntou qual dos dois lobos venceria a luta, ao que o sábio e já velho guerreiro de todas as terras, mestre da natureza, respondeu: “Aquele que nós alimentarmos.”
Ser forte será sempre nossa melhor escolha, lembrando que o nosso pior inimigo está dentro de nós. Foi um privilégio estar aqui mais uma vez.

Silenciar é preciso

De tudo aquilo que acredito saber, penso que somente duas coisas podem derrubar e derrotar o ser humano: uma fraqueza, menor do que ele, dentro dele (como o medo, a dúvida, a inveja, a raiva, a intolerância, o hobby de colecionar mágoas, etc.). A outra é uma força maior do que ele, fora dele, portanto. Como não existe fraqueza menor do que ele, que não seja ele próprio, e como não há uma força maior que ele, fora dele, que não seja a força de quem o criou, então, em teoria, o ser humano não poderia ser vencido gratuitamente durante seu ciclo normal de vida. Não é o que acontece. Somos nossos maiores inimigos. Somos nossos piores pesadelos. Somos, em rápida análise, os criadores da realidade que nos permeia.
Alguém disse assim: Pensar ser forte foi um erro meu – apoiar-me em minhas próprias forças, desejei eu, embaçado em elogios, aplausos, qualidades, ilusões de quem é adulto, mas ainda não cresceu; se eu me visse como pó que sou, fácil seria. Deus juntaria sua saliva a meu pó e eu me tornaria concreto, e o milagre então se realizaria e muitos certamente o veriam através de mim. Mas penso ser rocha; e ao fim sou apenas tropeço.
Existe dentro de você um elemento, que pode, também, ser chamado de princípio, e que faz brotar espontaneamente a capacidade para que todo o conhecimento necessário chegue até você, no tempo certo, e que lhe proporcione uma existência plena de harmonia. Esse elemento é a origem da sua vida, saúde, inteligência e de seu amor, e você o manifesta na proporção que adquire consciência dessas qualidades.
Se você quiser, será preciso mudar. Quando a vontade é verdadeira, ela se realiza, mesmo que você tenha que esperar por uma vida inteira. Ah, esqueci... você tem muita pressa. Que pena.
Se estivermos ocupados ou envolvidos demais com nosso trabalho, dificilmente teremos tempo para pensar um pouco mais além dos nossos mesquinhos horizontes. Ficamos limitados àquelas circunstâncias, sem perceber tantas outras coisas.
Não se iluda tão facilmente com as coisas do mundo. Para atingir seus objetivos, será necessário silenciar. O silêncio lhe dará um enorme poder de concentração, pois muitas vezes a paz que tanto buscamos está no silêncio que nunca fazemos.
Foi um privilégio estar aqui mais uma vez.