"A mais bela experiência que podemos ter é a do mistério. É a emoção fundamental existente na origem da verdadeira arte e ciência. Aquele que não a conhece e não pode se maravilhar com ela está praticamente morto e seus olhos ofuscados." .................................Albert Einstein

domingo, 25 de setembro de 2011

Sonhar é possível

Esta é uma antiga história de três árvores que sonhavam, enquanto cresciam, o que seriam depois de grandes. Não sei quem é o autor da fábula, e talvez você até já conheça, porém sua beleza e simplicidade, coisas raras que admiro muito nos textos, além do fato de tê-lo encontrado enquanto procurava outros papéis, fizeram-me mudar os planos, publicando-o agora, com outro título e algumas pequenas alterações pertinentes ao meu jeito de escrever, que também é simples.
A Priscila (sempre ela) lembrou-me que a edição já seria para o Natal e que, se fosse da minha vontade, escrevesse sobre algo relacionado. Quantas mil coisas poderiam estar relacionadas a esta época? Querida Priscila e leitores, espero não desapontá-los.

Então, a primeira das árvores, olhando as estrelas no firmamento, disse assim: “Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, quero guardar todo o tesouro que puder.” A segunda árvore, olhando o riacho, suspirou: “Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.” A terceira árvore, olhando o deslumbrante vale, disse: “Quero ficar aqui no alto e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus.”
Muitos anos se passaram e certo dia um lenhador se aproximou da primeira árvore e a cortou. Ansiosa em ser transformada naquilo que sonhara, deixou-se abater com grande facilidade. Não imaginava ela que lenhadores não costumam ouvir as árvores, quanto mais adivinhar seus sonhos. E assim acabou sendo transformada em um cocho para animais, coberto com feno. Tempos mais tarde, a segunda árvore foi abatida e transformada em um pequeno e humilde barco de pesca, carregando pescadores e peixes todos os dias. Anos se passaram e chegou a vez da terceira árvore ser abatida. Cortada em grossas vigas, foi deixada de lado em um depósito de madeiras.
Em diferentes momentos, todas as três árvores, como que em estranha sintonia que não obedece tempo ou espaço, desiludidas, perguntaram-se: “Por quê?” Mas numa bela noite, cheia de graça e estrelas reluzentes, uma jovem mãe colocou seu bebê recém-nascido naquele cocho de animais. E, de repente, a primeira árvore percebeu que guardava o maior e mais belo tesouro do mundo. Anos depois, a árvore que foi transformada em um simples barco, transportou um homem durante uma tempestade que só não afundou a frágil embarcação porque aquele homem levantou-se e disse: “Paz!” e então a paz se fez. Foi quando a segunda árvore entendeu que ali estava o rei do céu e da terra. E o tempo passou, quando numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se no instante em que suas vigas foram unidas em forma de cruz e nelas um homem foi pregado. Sentiu-se horrorizada. Mas no domingo seguinte as pessoas vibraram de alegria. Foi então que a terceira árvore percebeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação de toda a humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de DEUS e de seu FILHO amado ao olharem para ela.
Tenham todos um FELIZ e ABENÇOADO NATAL.
São os meus votos e de meus filhos Ana Emília, Cristiana e Igor, a todos vocês.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Alma doente

Esta é uma abordagem delicada, polêmica e que requer aceitação de alguns conceitos que envolvem a reencarnação. O fato de você acreditar ou não é de grande importância para que passe a aceitar algumas colocações básicas. Quando uma pessoa me procura querendo saber mais sobre determinado problema na vida dela, eu quase sempre faço a mesma pergunta, se ela acredita ou não na reencarnação.
Em síntese, temos apenas duas linhas básicas de pensamento em relação ao tema: Ou somos espíritos “0 km”, vindos direto da linha de montagem, ou então somos espíritos com alguma quilometragem e, quem sabe, com alguns vícios, defeitos e passagens pelas oficinas do tempo.
Ao seguir a primeira linha de pensamento, já de saída deparo-me com alguns questionamentos fortes, dos quais a ciência tem fugido. Por exemplo: qual a carga de culpa que um novo espírito carrega em si a ponto de já nascer devendo? Sei que numa linha de montagem existem as peças defeituosas, porém não estamos falando de peças e sim de criaturas divinas. Criados por Deus, somos criaturas divinas, sim. Na maioria das vezes, esquecemos isso e assumimos uma condição miserável diante da vida. Em outras vezes, tendo alguma consciência desta paternidade, pensamos estar acima dos conflitos terrenos, logo nós, seres encarnados na arena das confusões.
Ainda dentro da primeira linha, me custaria muito aceitar e acreditar no fato de que pais transmitiriam suas defeituosas genéticas gratuitamente a espíritos ‘0 km’. Quais laços cármicos unem tão intensamente estes seres espirituais em evolução? O que cada um espera do outro na forma de quotas de sacrifício? Quais as lições que deverão entender? Que remédio amargo, porém necessário para o despertar, precisará ser ingerido?
O papel da doença é ser instrumento de reparo para o espírito. Muitas das doenças hereditárias tem origem em encarnações passadas, onde há uma forte causa anterior. Cessando a causa, ou seja, ocorrendo o aprendizado, cessará o efeito. Quando fizermos o ‘tema de casa’ como tem que ser feito, ocorrerá a transformação e por tabela a tão desejada, porém agora merecida cura.
Dentro da segunda linha de pensamento, consigo fazer uma leitura mais clara, concluindo que todas as doenças na Terra existem porque os espíritos que aqui reencarnam são os portadores de desequilíbrios que vêm trazendo há séculos, e assim será até que aconteça a devida reparação dos erros.
Uma doença é consequência de nós mesmos, de nossos atos e vontade. Pura teimosia e livre arbítrio.
Não adianta pensar que a ciência vai nos ajudar de pronto a sair desta confusão porque ainda não vai.
Entre espiritualidade e ciência ainda há um grande abismo que precisa ser preenchido com grandes cargas de compreensão, abertura de consciência e amor à vida. Abraços e um bom final de semana.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Processos

Certa vez eu comentei o quão desafiadora é cada uma destas colunas. É preciso repensar cada palavra escrita para evitar os choques, os confrontos diretos e a velha mania minha de cutucar com vara curta.
Trazendo este raciocínio para o cotidiano quase nada muda. Preciso fazer um razoável esforço para não dizer tudo aquilo que penso ou coisas que as pessoas daqui ainda não querem aprender. Tenho que aceitar o fato de que o outro tem o livre arbítrio muito presente, quase que amalgamado no seu jeito de ser e fazer as coisas, e usar isso como aliado no processo terapêutico. É bem mais fácil reconhecer a ameaça quando ela está próxima. Parceiro fiel em todas as suas decisões, certas ou não, justas ou não, o livre arbítrio é o guia que nunca sofreu um recall. É direito do ser permanecer como está. E a mim, o que cabe? O dever de ajudar somente quando solicitado.
Cabe a cada um de nós o necessário respeito à velocidade e à capacidade que cada ser carrega em si, para aprender sobre tudo aquilo que é invisível aos olhos físicos: espiritualidade, transmutação, lei do carma, jornada, doenças psicossomáticas, medos, tensões, estresse, ansiedade, doenças de origem emocional, reencarnação, desarmonias, umbral, etc.
Outro dia, em um infeliz início de conversa, eu tentava explicar como é este trabalho que o mundo espiritual desenvolve, usando pessoas comuns que apenas servem de mero instrumento e nada mais. Você precisava ver a cara da pessoa – não entendia nada. Ignorância total diante de palavras tão simples.
Eu já havia escutado várias vezes a pergunta: Qual mesmo a tua formação? Você é psicólogo? Lá pelas tantas, percebi ter sido salvo pelo estômago – não o meu, mas o dela. Precisava saciar sua gula e era nítida a tortura mental que os ‘comes e bebes’, na iminência de que fossem terminar talvez (somente no imaginário dela), exerciam sobre aquela criatura. Nada melhor poderia ter acontecido, para minha rápida salvação, pois já não aguentava mais ficar ali, embora precisasse terminar aquilo para não sair com a imagem de um lunático ou algo parecido. Às vezes é assim mesmo, somos salvos não pelo gongo, mas pelas circunstâncias. Enquanto as mais recentes descobertas vão trazendo-nos pequenos raios de luz ao que antes era apenas sombria desconfiança e experimento da ciência, o plano espiritual nos brinda com um vasto espectro de luzes e de informações a cada insight, a cada silenciar de pensamentos, a cada gesto de busca da verdadeira essência interior. Quem quiser que veja, apenas fechando os olhos.
Preste um pouco de atenção naquelas coisas que se repetem negativamente na sua vida... pensou? Em quantas delas você com o seu jeito de resolver as coisas já conseguiu resultados satisfatórios?
O bom das terapias multidimensionais é poder sonhar com o bendito dia em que poderemos andar pelas próprias pernas, abandonando as tradicionais “boletas”. Cuide melhor da sua vida!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pausa para aprender

Acontece com muita frequência entre os seres em evolução. É o momento de reduzir a marcha, firmar as mãos ao volante da vida (ao menos nos trechos em que a vida depende quase que unicamente dos atos de quem a abriga), sabendo que todas aquelas turbulências que acontecem aqui ou lá não sei aonde e na casa do vizinho também, podem afetar a minha vida, que é super bem guardada e bem resolvida. “Eu me resolvo”, diz uma amiga minha, diante de um dos tantos momentos desagradáveis que testam nossa capacidade de enfrentar as mazelas diárias que nós mesmos criamos (ou permitimos que a situação se forme), alimentamos e educamos ao nosso modo, segundo nosso jeito “burrinho” de olhar a vida como pensamos que ela seja e não como oportunidade de fazer algo diferente, novo, bom e permanente pela alma, que é a essência imortal de todos os seres.
Pensamos (quando estamos dispostos a tal) que corpo e espírito são separados e independentes, e assim conduzimos apenas um – o corpo, achando que do outro Deus cuidará sozinho. Pensando assim é que acabamos descuidando de tudo: corpo, alma e Deus. Tão difícil foi nascer, se criar e chegar até aqui onde tudo parece tão material e sólido. Tão fácil foi esquecer que somos filhos, seres espirituais com missões na terra e que trazemos na alma uma mala e tanto de coisas vivenciadas em outras vidas, além de um rol de afazeres. Tudo em nome do progresso do invisível, afinal de contas, como diz aquele pitoresco apresentador da gastronomia: “voltaremos”.
Sim, voltaremos sempre que deixarmos as lições por fazer, pois não foi este o combinado. O correto seria reencarnar para aprender e corrigir os erros, mas eis que o livre arbítrio é algo muito interessante e diante de poderosa e ilustrada literatura, entramos no personagem e nos achamos “o cara da hora”.
...[pausa no texto] Acho que já escrevi sobre isso, afinal, é quase impossível lembrar frases construídas ao longo do tempo tendo como foco sempre a velha questão: nossa evolução interior. Em 75 colunas já publicadas aqui, torna-se difícil evitar repetições de pensamentos que se traduzem em palavras escritas pelo coração. Mas a pausa no texto não veio sozinha. Hoje é quarta e a manhã está cinzenta. Um ruído do lado de fora me distrai por alguns instantes. Para um desavisado poderia não ser coisa alguma, mas ao olhar para o céu gris, um pássaro faz uma revoada interessante, seguida de um solitário estender de asas, planando em círculo suave, antes de pousar no gigante pinheiro da GAP, evocando momentos distantes que a mim, pelo que sei e recordo, não pertenceram, ao menos nesta vida, mas que recém hoje sou capaz de entender toda poesia e magia viva de El condor pasa. Aqui não há espaço, mas no blog está a fotografia da ave pousada sobre o primeiro galho do pinheiro. Para alguns, nada de especial.
Outro dia nos encontramos, aqui ou em alguma outra dimensão. Fique bem.

sábado, 13 de agosto de 2011

UM DOMINGO DE TODOS, INCLUSIVE DOS PAIS

Desejo a todos um domingo com muito Amor, Paz, Carinho, Sabedoria, Humildade, Perdão, Compreensão, Superação, Luz e Felicidade...
Que saibamos fazer de cada dia, um Feliz Dia dos Pais, das Mães, dos tios, dos avós, dos bisavós, dos irmãos, dos namorados, dos cunhados, dos padrinhos, dos amigos, dos colegas de aula e de trabalho, dos trabalhadores, dos estranhos... enfim, de todos nós, simplesmente irmãos de caminhada.
Que possamos, antes de qualquer coisa, perceber que estamos vivendo a cada dia, seja o dia de quem for, uma nova chance, uma outra chance para rever nossas escolhas e atitudes, na incessante busca por um dia de tranquilidade, plenitude, amor e paz.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Retorno

Sabe aqueles rótulos que comentei na edição anterior? Conseguiu identificar algum deles em você? Não? Ok, não há uma necessidade de sair forçando qualquer análise, se bem que as cobranças quase que diárias que sofremos por conta desse nosso “atraso” nos impulsionam para dentro de corredores confusos, verdadeiros labirintos de pensamentos inquietantes. Tudo isso porque não conseguimos ver a situação de cima, ou de fora. Se conseguíssemos visualizar um labirinto do alto, que fácil seria. Traçaríamos um caminho e pronto. Com um certo ar de conquista fácil, lá estaríamos nós, sem que uma gota de suor brotasse ou alguma lágrima rolasse rosto abaixo. Lembrei agora daqueles que dizem: “Eu não nasci para passar trabalho”, julgando ser uma derrota cada passo mal dado, onde o corredor escolhido acabou no vazio da parede fechada do labirinto. Eu costumo dizer que não existem derrotas, mas sim experiências. Algumas são coroadas de pleno êxito, outras nem tanto. Mas existem aquelas que exigem de nós uma pronta resposta ante o péssimo sabor do insucesso. Assumimos inconscientemente o rótulo da derrota. Odiamos perder. Detestamos errar. Não aceitamos a perda como lição. Julgamos estar em desvantagem por conta disso. Tudo errado. Apenas nos contaminamos, mais uma vez, com o denso jeito de se viver aqui na terra.
Qual a partezinha que você não entendeu que somos seres espirituais com missões terrenas? Não temos as mesmas velocidades, o que não significa que os mais aceleradinhos são os melhores. De modo algum. Apenas temos missões diferentes, energias que mudam e atuam de diferentes formas e em diferentes níveis ou dimensões, a todo o instante. Porém, estando aqui na terra, nesta casca que se chama corpo (denso) físico, com todos estes rótulos que colamos em nossas testas ao longo das muitas vidas, – sim, várias vidas, pois já está mais do que na hora de começarmos a falar sobre isso – precisamos continuar o aprendizado espiritual que nos foi dado no astral e que caprichosamente esquecemos. Bem, na verdade não esquecemos, mas isto é uma outra história. Precisamos, hoje, retomar o único caminho favorável a seguir, não importando a velocidade daquele pessoal do lado. Necessitamos continuar trilhando o caminho da evolução. De novo isso? Ah..., sempre e cada vez mais, até cair a ficha.
O dia em que começarmos a nos livrar destes rótulos reluzentes e relutantes, de mil efeitos visuais e colaterais, será o marco pessoal de uma nova era espiritual, onde a falsidade, o egoísmo, a mentira, a arrogância, a falta de humildade, a prepotência e a avareza não terão onde se abrigar.
Termino a coluna com uma citação da semana passada. Algumas frases certamente se repetirão vez ou outra. “Rótulos velhos e obsoletos para um mundo que já está repleto deles”. Basta. Não nos servem. Não queremos mais. Somos seres espirituais...
Um ótimo final de semana!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Rótulos... até quando?

Procurando sempre e cada vez mais desfazer-me dos meus, observo nas ruas da cidade um número absurdamente grande de pessoas que se abraçam aos seus numa tentativa de não perdê-los, sob pena de sofrer uma crise de identidade, talvez.
São rótulos que carregamos conosco há muitos anos. Na maioria das vezes, muito antes do evento nascimento. Velhos feitores dessa nossa escravidão.
Rótulos velhos e obsoletos para um mundo que já está repleto deles. São os rótulos do início do século que nos foram passados por cruel herança. Bravos herdeiros sempre sobreviverão às lutas diárias, mas a que preço? São os rótulos dos grandes massacres em nome da civilização, da religião e das reviravoltas do poder. Rótulos sangrentos que hoje nos induzem a uma guerra silenciosa, onde o “eu posso mais” quer se fazer notar, não importando quem fica sob a sola da bota. Rótulos que coagularam ao longo do tempo e que ainda guardam em si um sinistro sabor de vitória que somente o sangue do outro, quando derramado, é capaz de proporcionar. Tão fácil matar, ferir, e ainda sair ileso, graças aos tantos rótulos que insistem em cegar nossos irmãos conhecedores das mazelas de um código penal terreno ultrapassado.
Rótulos de puro egoísmo e prepotência para um mundo onde os valores espirituais batem em nossa porta com um bastão de beisebol. Mas parece que ninguém parou para perceber tudo o que acontece do lado de fora do seu umbigo. Não sabem eles que praticam diariamente os malabarismos de uma única corda bamba, prestes a se romper: a sua própria.
Rótulos mentirosos e ardilosos para um mundo que clama por justiça, lealdade, reconhecimento e acima de tudo: verdade. Estes, infelizmente, parecem mais resistentes que os demais. Culpa de quem?
Rótulos de arrogância para um mundo que não aguenta mais sustentar seus fracos e espiritualmente falidos filhos. Haverá no final de cada túnel uma luz brilhante sempre pronta a iluminar os corações que para ela se abrirão.
Rótulos de ignorância para um mundo que nos dá tudo aquilo que precisamos para uma existência plena e feliz, rica em sabedoria e aprendizados.
Rótulos tarja preta que impedem nossa evolução através do enfrentamento e da corajem de sermos nós mesmos, limitando-nos a uma vida vazia, de dependência química e um bem-estar forjado. Uma vida sem os nobres temperos: harmonia, felicidade, paz de espírito, crescimento, amor próprio, etc.
Rótulos de vítima que nunca fomos, diga-se de passagem. O que acontece, em rápidas palavras, é que não percebemos onde precisamos melhorar e o quanto melhorar para um real e justo enfrentamento das cobranças que nos são impostas a cada instante, diariamente e por toda a vida.
Rótulos de melancolia e tristeza por pensarmos que jamais seremos merecedores das bênçãos que querem invadir nosso ser, nos tornando pessoas mais felizes e capazes.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

P-M-G

Jamais encontraremos a paz se não estivermos em comunhão com a força criadora que permitiu estarmos aqui nesta experiência terrena. Agradecer este momento chamado vida, estar vivenciando todas estas etapas humanas e ser grato a tudo isso é um gesto de profunda inteligência.
Algumas pessoas imaginam que a paz está logo ali após a morte, o descanso dos justos e oprimidos. A paz está bem aqui, dentro de cada um de nós, e só não a vivemos intensamente porque descuidamos de dar ao nosso consciente o tratamento que ele espera e exige, e nós sabemos que quem nos conduz é a nossa consciência. Portanto, buscar a paz onde ela não está é um ato de insensatez. Imagina esperar a morte chegar para ver a paz de perto... A viagem que devemos fazer para encontrar essa sensação de tranquilidade é a mais barata que existe e não exige a necessidade de passaporte, pois essa curta viagem dura apenas um instante, o tempo necessário para dizer a nós mesmos: “Vou entrar na minha vida e despertar meus valores adormecidos e esquecidos.”

Ontem assisti na televisão (Jornal do Almoço de 02/11) pacientes hospitalizadas com câncer já em fase terminal, agradecidas e ainda agradecendo pelo dom da vida, por cada novo dia que amanhece, como quem vê além deste ábaco dos últimos dias, um meio de louvar o milagre da existência. Não teve como a apresentadora Rosane não se emocionar. É a vida na sua forma mais verdadeira: frágil. Evidenciada pela telinha, comove a quem tem nas emoções uma válvula de escape. Sabe aquelas pessoas que trancam o espirro achando que assim praticam a boa educação? Há os que trancam o choro, também. Segurar as lágrimas não nos leva a lugar algum e chorar até que seque o rio das emoções também pouco ajuda. Agradeça tudo aquilo que acontece com você, de bom ou ruim. Parece um tanto estranho, não é? Acredite, é mais simples do que se imagina.

É apavorante a certeza da nossa ida. Muitos sabem que a morte é exatamente isso – um ritual de passagem (somente de ida) para algum lugar não físico e bem distante daqui. Sabedores, pero no mucho. De absolutamente nada eu tenho a certeza. Estou realmente aqui? O que é a matéria e o que é a realidade? E se isso tudo for apenas uma projeção da minha mente? Vai saber... Será que ao viver de certa maneira já não estou ensaiando minha dolorosa e lenta morte? Se puder, pense a respeito.

Tudo o que você ler aqui, escrito por mim, são velhas pérolas da obviedade. É interessante como todos sabem disso. Outro dia alguém comentou que “é cópia de livro de auto-ajuda”. O jeito é rir, já que não consigo sentir pena. Minha formação não permite. O dia que eu sentir pena de alguém já não poderei mais ajudar. Pois bem, todos estes conceitos que você já está “careca” de saber, são mais que pérolas, já se tornaram diamantes que há séculos habitam e abrilhantam certas dimensões.
Agradeça sempre por tudo aquilo que nos rodeia e nos ensina, pois estamos aqui também para isso, para aprender. Lembra daquela coluna (15/10) sobre o perdão? Se você já começou a praticar, será bem mais fácil agradecer. Quem descobrir o que significa o título ganha desconto na consulta. Abraços.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Motivos para não ser rebelde

Nossas alegrias (mesmo que escassas)
Nossos pais (e o porquê de serem)
Toda a nossa família terrena
Nossa encarnação atual
Nosso crescimento interior
Nossa grande comunidade espiritual
Nossas experiências que deram certo
e aquelas que não deram certo, também
Nossos irmãos daqui e de lá...
Nossa estrada de suor, quedas, poeira e sol
Nossa capacidade de ser e estar
Nossa terra, nosso chão, nosso lugar comum
Nosso lar
Nossos oceanos, nascentes, rios e lagoas
Nosso céu... de azul ou de estrelas
Nossas árvores e todo o verde que nos rodeia
Nossas músicas (aquelas que tocam na alma)
Nossas cartas escritas
e todas aquelas que jamais escrevemos
Nossas escolas e nossos mestres
Nossos momentos de oração
Nosso olhar direto
Nossa língua contida
Nosso pé direito, e o esquerdo também
Nossas mãos, sempre abertas na direção do sol
Nossos braços estendidos para o irmão
Nossa coragem, mesmo que de iniciante
Nosso confiança na força do universo
Nossa crença em uma força criadora
Nossa satisfação em poder ajudar
Nossas boas intenções
Nossas extraordinárias ações
Nossas bagagens milenares
Nossos pilares de caráter e sabedoria ancestral
Nossos amigos verdadeiros
Nosso trabalho honesto
Nossa humilde condição terrena
Nossa insistência em querer se curar
Nossa mania de querer amar
Nossa porção materializada (corpo físico)
Nossa porção maior, não material (espírito)

EM BUSCA DO CRESCIMENTO
Você pode estar vivenciando períodos de grande inércia espiritual, e ninguém explica isso com muita clareza por um simples motivo: não há interesse. Minha “pretensão” não é a de fazer você mudar, ou de provocar os outros até que percam a razão ou se esqueçam dos “princípios básicos da convivência”, de jeito algum. Cada macaco no seu devido galho, para o bom equilíbrio na grande árvore da vida, e de preferência evitando quebrar qualquer coisa, seja o galho do vizinho, a mão ou a perna. É que ainda tem gente nessa fase, eu sei. Por Deus e por tudo aquilo em que você crê (ou pensa que crê): que tal parar para reavaliar? Ou quem sabe mudar para diminuir esse ego inflado? Isso aí vira síndrome do peito de pombo. Afinal, quem você “pensa” ser ou que poder você “imagina” ter? Lembra-se da coluna anterior? Eu me adiantei. Antes, precisamos parar de piorar. Passo seguinte: CRER que podemos MELHORAR.

terça-feira, 10 de maio de 2011

REVOLTANTE - Ruralista criminosa



No Pantanal do MS, onças e outros animais em extinção foram mortos por turistas brasileiros e estrangeiros. Cada turista pagava de trinta a quarenta mil dólares para praticar a caça aos animais. Na ação desencadeada na noite de quinta-feira (5), a Polícia Federal descobriu que os caçadores se reuniam na fazenda Santa Sofia, localizada em Aquidauana (159 quilômetros de Campo Grande), de onde partiam os safáris. O lugar surpreendeu os policiais.
A dona da fazenda é a pecuarista BEATRIZ RONDON. Ela é ligada ao setor de proteção ambiental do estado e presidiu a Sociedade para a Defesa do Pantanal, uma ONG de defesa do meio ambiente. Além disso, ela conseguiu com que a fazenda fosse reconhecida como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Nesta categoria, ela é obrigada a conservar a diversidade biológica da área e também é ISENTA de pagar alguns tributos. Antes disso, ela teve de provar que conserva a fazenda - o que também é objeto de investigação pela polícia.
“A caça às onças e a outros animais acontecia há aproximadamente 15 anos”, afirmou o delegado federal Alexandre do Nascimento, responsável pelo inquérito instaurado para cuidar do caso.
O IBAMA multou Beatriz em R$ 105 mil (valor equivalente ao lucro de apenas dois turistas-caçadores). Ela teve dois agravantes: um deles, o fato de a fazenda ser uma unidade de conservação. O segundo, por se tratar de abate de animais silvestres para fins turísticos.
De acordo com o delegado, “a finalidade dos safáris era matar as onças pintadas. O couro é considerado o grande troféu dos caçadores. Mas nem sempre conseguiam abatê-la. Quando isso acontecia, os caçadores matavam outros animais por pura diversão”, afirma Alexandre.
(texto de Helson França, extraído da página Último Segundo)
Agora, um comentário meu: Seguindo as palavras da patrocinadora deste show macabro, a onça pintada foi sim uma grande fêmea, muito bonita, uma predadora, em última e irônica análise. E você, cara promoter Beatriz Rondon, é o que, exatamente? ser humano, mulher, mãe, dona de vacas, caixa registradora ou apenas mais um verme?

quinta-feira, 24 de março de 2011

CARIDADE SEM FRONTEIRAS

ATENDIMENTOS e CUSTOS:
Continuando e aprimorando ainda mais um projeto já desenvolvido a mais de três anos, que é a prática da caridade - atender pessoas que por algum motivo não dispõem do valor de uma sessão, peço que todos aqueles interessados liguem, das 13:30 às 14h, de 2ª à 6ª, para agendar um horário.
Estes atendimentos serão diferenciados apenas na duração de tempo, que será de 40 a 50 min. (o tempo normal é de aprox. 90 min.), sem comprometimento da qualidade.

Os valores variam conforme a terapia aplicada e o grau de dificuldade financeira da pessoa, chegando a um custo zero em alguns casos, inclusive para as regressões. Esta é uma solicitação do depto. de beneficência da associação a qual sou filiado, a todos os seus associados.

SEM FRONTEIRAS:
A novidade é que este benefício está sendo estendido a pessoas não só de Uruguaiana, mas também de cidades vizinhas e até mesmo países irmãos, como é o caso da Argentina e do Uruguai.
Cada caso será avaliado separadamente, portanto, se você preferir, mande um e-mail, escreva uma carta ou ligue contando um pouco do seu problema e da sua dificuldade em arcar com a consulta e a continuidade dos atendimentos. Você pagará somente aquilo que puder pagar, mais nada.

COMPROMISSO ESPIRITUAL:
A espiritualidade é o que de mais sério existe e não tolera, sob pretexto algum, que "charlatões" ou "picaretas" permaneçam entre seus trabalhadores, como alguns "cegos de espírito", ignorantemente julgam (e sabemos porque isso acontece), nivelando de forma preconceituosa pessoas que nada mais são do que meros instrumentos do plano espiritual. Mal compreendidos, estes batalhadores, com as estranhas ferramentas que lhes foram dadas, insistem arduamente em querer ajudar tantos e tantos irmãos portadores de outras necessidades muito além dos tranquilizantes, simplesmente inadequados em muitos casos, espiritualmente condenados em se tratando de questões emocionais, amplamente receitados, socialmente aceitos e maciçamente consumidos.
Nos grandes centros, e até mesmo em cidades de maior porte as terapias alternativas ganham novos adeptos a todo instante. São pessoas com um certo grau de evolução e percepção, cansadas de serem tratadas apenas como um prontuário, um órgão doente ou parte deste. Vísceras e emoções estão interligadas. Pessoas são bem mais do que seus corpos expressam, porém, dentro de um universo imenso elas tornam-se pequenas, frágeis. Um Ser é o resultado daquilo que escolheu para sua encarnação e das ações diárias que pratica ou deixa de praticar.

NOSSAS BUSCAS:
Não somos mágicos nem adivinhadores. Não jogamos com a vida. Não embaralhamos sentimentos. Somos buscadores da verdade e da luz. Respostas elaboradas não ajudariam você em nada, nem mesmo nas tomadas de decisão, pois se você as busca é porque está sentindo-se inseguro. Você arriscaria seguir uma trilha indicada por estranhos? A vulnerabilidade da alma chama-se insegurança e esta é uma das piores inimigas da intuição. Você jamais se escutará enquanto estiver com os ouvidos voltados para o externo. Feche os olhos, acalme a sua mente, purifique seus pensamentos e volte-se para dentro de si. Marque esse encontro com você mesmo. Você tem um guia espiritual pronto para lhe orientar ao longo da caminhada.

TERAPEUTAS:
Não somos médicos nem curandeiros, não fazemos diagnósticos de doenças, não receitamos medicamentos e tampouco solicitamos ou induzimos as pessoas para que abandonem seus tratamentos alopáticos. Todavia, é nossa obrigação moral alertar para o fato de que espiritualidade não faz parte das especialidades da medicina terrena.
Assim como em qualquer área, conhecer e reconhecer um bom profissional é fundamental, seja ele médico, dentista, engenheiro, arquiteto, eletricista, pedreiro, cabeleireiro, pintor, cozinheiro, sapateiro, mecânico ou terapeuta. Pesquise, informe-se, procure conhecer o trabalho, enfim, sane suas dúvidas, questione se for necessário.
Se sentir a necessidade de abrir sua vida, suas inquietações e seu coração, não hesite em procurar a ajuda de quem não trabalha para a milionária indústria dos medicamentos e que pode te entender melhor.
Somos terapeutas holísticos trabalhando em conjunto com os guias espirituais, para o bem do universo.
Qua haja paz em nossos corações e que a Luz divina brilhe dentro dele, iluminando e orientando nossa caminhada por aqui.

domingo, 28 de novembro de 2010

Motivos para estar rebelde:

 
Nossas dores
Nossos egos
Toda a nossa raiva
Nossa cor
Nosso caos
Nossa inveja
Nossos martírios
Nossos medos
Nossas mágoas
Nossa hipocrisia
Nossa arrogância
Nossa prepotência
Nossas escolhas
Nossos fantasmas
Nosso ciúme
Nossos rótulos (por que ainda?)
Nossos títulos (para que?)
Nossa falta de humildade
Nossos defeitos
Nossa boca torta
Nosso olhar de lado
Nossa língua feroz
Nosso pé pesado
Nossa mão leve
Nosso dedo duro
Nossa falta de coragem
Nosso excesso de confiança
Nossa descrença
Nossas falsas crenças
Nossas más intenções
Nosso excesso de bagagem
Nossas bagagens inúteis
Nossos castelos de areia
Nossos corações de pedra
Nossa falta de alegria
Nossa condição social
Nossa mania de julgar
E todas as outras manias nossas
Nossos preconceitos (todos, e não são poucos)

EM NOME DO APRENDIZADO
Em um mundo espiritual ideal, aceitaríamos tudo como é, e até mesmo as “falhas” seriam perfeitas na sua imperfeição. Mas, enquanto simples mortais, nós os seres mais que humanos, precisamos de algo que nos impulsione, tipo um trampolim, quando queremos fazer mudanças na nossa vida. Então, por que não se rebelar contra algo que valha a pena? Algo que vá realmente acrescentar (pouco ou quase nada) nesta minha tola vida de aprendiz? Precisamos mais do que melhorar: PRECISAMOS EVOLUIR.
Tornemo-nos, então, guerreiros espirituais que chutam os traseiros dos maus pensamentos que nos atrasam essa curta “aula” chamada vida. Paremos de culpar nossa má sorte, nosso chefe, nosso salário, ou os nossos parentes. Cavemos ainda mais nestas “cavernas” da alma para encontrarmos um significado mais profundo. Algo verdadeiro para cada um de nós.
Um forte abraço.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Perdão

Ao olhar minhas mensagens, me deparei com uma da Priscila (Tribuna), me pedindo para enviar o texto para a próxima coluna. Hoje recém é sexta, disse a mim mesmo. Ainda não havia pensado sobre o que escrever na próxima edição, mas como já é de costume, busquei na espiritualidade uma justificativa mais sintonizada com o real motivo de estarmos aqui. Como foi um pedido inesperado, pensei em escrever sobre algo não planejado. Talvez alguma coisa que ainda não tenha sido abordada mais diretamente. Já sei sobre o que, pensei: Perdão... Adianto que não vai ser lá muito fácil de aplicar no dia-a-dia.
Entendo que falar ou escrever é bem mais prático do que a própria prática. Também entendo que num belo dia teremos que começar e, já que está aqui, bem diante de mim, porque não usar este dia como o marco de algo que poderá transformar a minha vida?
Buscando eliminar de vez todos os bloqueios que atrapalham esta minha evolução, passarei a dedicar alguns segundos da minha complicada existência para perdoar. Não precisarei chegar ao ponto de ficar 24 penosas horas suplicando por perdão, não é isso. Se bem que já dizia o velho ditado: “O homem nunca é tão grande como quando está de joelhos”. É vero!
Tudo o que eu precisarei fazer é ter um minuto, ou menos, de prosa comigo mesmo. Um minuto de pura honestidade com este surrado corpo (e teimosa mente). Precisarei entender, mas acima de tudo me convencer de que perdoar e ser perdoado é uma das poucas saídas que me restam para evoluir. Perceber, também, que isto é velho e óbvio demais, coisa que todos sabem, mas que ninguém encara.

Ensaiando uma fala comigo mesmo:
“A partir deste momento, eu perdoo (tento, ao menos) todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, me prejudicaram, me enganaram ou me causaram dificuldades. Perdoo, sinceramente, quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me iludiu... Perdoo quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse com violência, para depois me fazer sentir vergonha, culpa e remorso. Reconheço que também fui responsável por muitas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em pessoas negativas, desprezei minha intuição, chegando a permitir que me fizessem de bobo, descarregando sobre mim seu péssimo caráter. Deixei que tudo isso acontecesse.
Iniciei agora uma nova etapa, sem lamentar o tempo de raiva e dor que ficou para trás. Talvez fosse preciso, dada a minha dificuldade de evolução.
Procurarei não me queixar mais, falando sobre as mágoas e as pessoas que as motivaram.
Neste momento peço perdão a todas as pessoas a quem consciente ou inconscientemente eu ofendi, prejudiquei ou enganei. Sentindo-me um pouco mais em paz com a minha consciência e com a cabeça erguida, respiro profundamente, relaxando corpo e mente, fazendo com que ambos, mais harmonizados, sintonizem-se com o meu Eu Superior.
Assim seja e assim será.”

sábado, 23 de outubro de 2010

Culpa de quem?

Como posso me queixar das coisas que escolhi ser ou das pessoas que escolhi ter ao meu lado, quer para o meu aprendizado, quer para a dissolução das mágoas, quer para a prática do amor, quer para o pedido de perdão ou simplesmente pelo exercício do livre (mas nem sempre responsável) arbítrio?
Eu escolhi o meu pai, minha mãe, meus irmãos... diante das dificuldades pelas quais precisaria passar, “escolhi” também o meu modo de vida. Se bem que esta escolha estava mais para aceitação. Fazia parte.
Muitas outras coisas eu venho escolhendo desde o evento “nascimento”. Então, como posso me irritar ou ficar bravo com tudo isso? Eu escolhi não olhar para mim como um todo – corpo e espírito. Também escolhi a desarmonia como meio de vida, e com isso acabei escolhendo as doenças, cada uma delas. Por tabelinha, acabei optando por engolir cada um dos “não sei quantos” comprimidinhos receitados pelo médico... O próprio médico, fui eu quem escolhi, e ele não faz a menor ideia que ao prescrever aqueles antidepressivos também acabou entrando no meu carma, atrasando não só a minha evolução como também a dele, pois foi co-responsável por toda essa apatia e desgraça que ronda a minha vida, muito embora permanecer assim é mais uma das minhas muitas e tristes escolhas.
Somos, em última análise, co-criadores das vidas que cruzam nossas vidas, pois nada é por acaso e uma existência nada mais é que um conjunto finito de dias, iguais aos de hoje. Já consigo até “pré-ver” algumas pessoas rindo disso. Não me surpreendo. Todo este material deverá ficar em algum arquivo de alguma biblioteca, escola ou algo parecido. Além disso, também está lá na minha página eletrônica, para quem quiser dar uma olhada. Todas as colunas, desde a primeira, em jun/2008. Um dia isso fará algum sentido para você. Vale lembrar que o local geográfico onde moramos (energeticamente denso, por vários fatores) e a cultura local não favorecem um abrir de consciências, embora a época atual implore por esta abertura. Brincar de viver não nos serve mais. É hora de frear o ritmo de vida para uma análise mais profunda, superar e crescer nas várias dimensões que se apresentam.

Afinal, a culpa é de quem? (olha só a mentira):
A culpa é de todos, menos minha. Ao acessarmos experiências terrenas anteriores, ficaremos perplexos pelo exagerado número de vivências semelhantes a esta. Oportunidades para as necessárias mudanças não faltaram. Somos velhos repetentes nesta escola. Porque ainda não aprendemos as coisas básicas que nos foram passadas? Seria falta de vontade, uma vez que a falta de oportunidade está definitivamente descartada? Exatamente o que faz com que sejamos assim, tão passivos para certas coisas e tão “águias” para outras tantas?
A oportunidade está aí, bem diante de nós. Em essência, não somos aquilo que escrevemos nos nossos rótulos, apenas servimo-nos de conceitos ultrapassados, fórmulas inadequadas e experiências alheias inúteis ao aprimoramento da alma.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

KPC (bactéria)

Serve de alerta, pois todas as ameaças à saúde tornam-se ainda mais nocivas quando estamos fragilizados, angustiados, estressados, energéticamente enfraquecidos e, por consequência, com a imunidade baixa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Alternativas" existem!

Atendimentos com VALOR PROMOCIONAL até o dia 24/12.
Terapias Básicas são todas aquelas aplicadas somente uma por sessão e cujo espaço de duração não ultrapassa 1 hora, tais como: Conversação, Reiki, Pirâmide, Cromoterapia, Terapia de Chakras e Análise de Florais.
Para as demais Terapias, valores inalterados.

Entidades Assistenciais que necessitarem de algum atendimento específico ou palestra, entrem em contato.
Serão atendidas dentro do possível, sem custo algum. É uma forma de se trabalhar a caridade e  desenvolver uma responsabilidade social um tanto diferente, mas igualmente efetiva.

Sempre é hora para fazermos uma releitura de nossos atos, nossas dores e tristezas. Tudo na vida tem um motivo de ser e sempre haverá um evento gerador, por mais estranho que lhe possa parecer. Saibamos, então, cuidar um pouco melhor de nós mesmos para que possamos ter um Natal mais humano e com mais compreensão.
Marcar hora pelos telefones ou por e-mail.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Filme NOSSO LAR, em cartaz no cinema.

O livro NOSSO LAR é o best-seller de Chico Xavier. Obra que abre a coleção "A vida no mundo espiritual", em que André Luiz narra, em 13 volumes, suas aventuras pós-morte, desde a passagem pelo umbral, seu resgate e adaptação dentro da colônia espiritual que dá nome ao livro, e depois pelas descobertas dessa nova dimensão.
A história de NOSSO LAR é uma jornada de superações e aprendizados, como "amar verdadeiramente ao próximo."

Após a morte do seu corpo físico, um famoso médico acorda no mundo espiritual e passa a viver numa colônia que paira sobre a terra, onde terá que aprender novos valores morais e vencer a saudade da sua família terrestre.
Bela adaptação para o cinema. Recomendo a todos!

Tão perto de terminar e tão longe do final

 
Se por muitas vezes você se deparou com textos fáceis de ler e um tanto difíceis de compreender, hoje vai ser mais fácil ainda, sob todos os aspectos. Fácil de ler, do contrário você estaria apenas olhando as fotos, ou nem isso... infinitamente mais identificado com você, pois não vou escrever sobre o misterioso mundo interior que conhecemos tão miseravelmente.
Dos meus cinco sentidos, ou seis, um é motivo de queixa. Vem sendo afetado diariamente e não há o que fazer. Ao menos dá para continuar escrevendo e trabalhando, pois para isso não preciso tanto assim do já molestado ouvido físico, e como não conheço alguém para recorrer – aliás resta tão pouco destes meios que não saberia agora dizer algum. Coisa rara em tempos difíceis onde a única linha de raciocínio é orientada no sentido do TER mais, ao invés de SER mais... Tempos de correria e desespero. Recorrer a quem? Alguém está disposto a ajudar? Formamos uma corrente humana e só iremos adiante se nos dermos as mãos. Esta é a nossa função de elo.
Acaba de pass... espera aí, eu disse acaba? Não acaba... continua passando aqui na frente o “sujeito” que deveria estar preso. Acusação: atentado violento a audição. Mas como se defender se não há uma delegacia especializada neste tipo de violência, muito menos “vontade política” de se auto punir? Você precisaria de testemunhas, mas de que jeito se todos são vítimas? Uns, de forma mais queixosa, outros tantos cujos olhares passivos se distraem no folclore em que tudo isso se transformou, riem e comentam sobre o que mesmo? Nem eles sabem. Mais pra lá do que pra cá, seguem se equilibrando no carandiru.
Não quero ser acusado de antidemocrático. Muito pelo contrário, admiro o exercício claro, transparente, limpo e justo deste processo, embora isso faça parte de um plano “etérico”. Aqui na crosta a historinha é outra. Cuecas, gravatas, jatinhos, favores, mensalões e homens da capa preta... “nobres” de alguma corte. Bobos de um reinado vazio.
Afinal de contas, o que fazer com o ouvido? O tímpano já era. O registro policial, que seria mais ou menos assim: "a vítima trafegava no sentido bairro-centro quando por volta das 19:30h deparou-se com a viatura colorida conduzida pelo elemento com alcunha de “jingle”, o qual foi reconhecido como altamente inconveniente, desrespeitando, inclusive, hospitais e escolas..." esquece, não vale à pena. Já vai terminar. Pior de tudo não é o meu ou o seu ouvido, mas a inocência dos pequenos aprendizes, a fragilidade dos nossos idosos e a já confusa cabeça dos jovens. Falta discernimento mas sobram decibéis. Falta coerência e respeito com as palavras, mas sobram textos de efeito purgante, pra lá de ensaiados e números que já não queremos mais ouvir. Não aguentamos mais... ou aguentamos?
Poluição visual, sonora e intelectual já tem muita. E os pretensos futuros parlamentares nem sequer acordaram para a preocupação mundial com a natureza. Alguém viu o papel reciclado pelas ruas? E por falar em ruas, um abraço aos varredores. Viu só? Até já pareço um candidato. Meu número é...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O universo bem aqui

 
Vivemos numa época de profundas alterações em todo o planeta. Ondas de mudança varrem hoje esta nossa morada, colocando-nos diante da queda de pesados e antigos preconceitos (obviamente criados por nós, por absoluta falta de coisas interessantes a fazer), abalando a estabilidade das instituições e a permanência das nossas “verdades”, sempre tidas como certas. Existem muitos e fortes indícios de que nos encontramos no despertar de uma nova era de descobrimento e realização humana. Muitas pessoas estão assustadas com a marcha de tais mudanças, talvez com um certo temor de que sejamos incapazes de controlar todo este processo de descobertas e técnicas sem precedentes que estão abrindo novas áreas de conhecimento. Um outro grupo de pessoas, infinitamente menor, porém mais espiritualizado dá as boas vindas ao grande desafio. Todos, porém, reconhecem com menor ou maior capacidade e com diferentes formas de entendimento que a imagem do mundo irá sofrer grandes alterações nas próximas décadas. Haverá um redesenho de tudo isso aqui.
Estamos rompendo as fronteiras do espaço, além de estarmos investigando melhor os micro-espaços internos da matéria física. Estas duas realizações nos deslocam de forma multidimensional na direção de novos níveis de espaço-tempo com energias até então desconhecidas. A idéia de que a velha imagem científica do mundo material sólido desapareceu, tendo surgido em seu lugar um universo repleto de fantásticas energias tornou-se um fato comum neste século. Após a divisão do átomo, descobriu-se que a organização e o comportamento da esfera atômica são estáveis e duradouros, mostrando ao mundo uma aparência de forma sólida, porém com energias dessa esfera se deslocando a velocidades incríveis.
Essa nova compreensão do universo como um padrão estável no qual deslocam-se grandes cargas de energia, requer uma mudança na nossa visão do mundo – um conceito de realidade muito diferente do originário da ciência materialista do século passado.
Até bem pouco tempo, acreditávamos que seria possível controlar a mudança e aumentar a qualidade de vida pela simples manipulação do meio ambiente: a tecnologia aplicada iria criar uma sociedade melhor. Mas, para nossa tristeza, descobrimos que esse “teatro” mundial é dominado por fatores humanos aparentemente incontroláveis. Também estamos começando a perceber que são os aspectos mais sutis da vida – imprevisíveis, difíceis de identificar, impossíveis de medir – que governam o comportamento humano. E ao transcendermos a esfera puramente humana, alcançando a natureza universal da qual fazemos parte, passaremos a compreender que a vida é um relacionamento complexo do indivíduo com seu meio ambiente, e que este não é de modo algum limitado.
Um abraço multidimensional a você.

sábado, 25 de setembro de 2010

Lições a bordo

Tente acompanhar este texto com um mínimo de atenção, deixando um pouco a velha agitação de lado. Não é necessário que você se livre dela. Apenas mude o foco por breves instantes. Peço isso não pela complexidade do tema, mas sim por causa de sua simplicidade. Nossas vidas tornaram-se vidas tão emaranhadas que já não há mais lugar para o simples. Somos complexos porque nos tornamos “inteligentes” demais, e ao escolher isso não percebemos que nem tudo encontrará resposta no enclausurado vazio da nossa intrincada mente sapiens. Criamos dispositivos para a obtenção de todas as respostas que gostaríamos de ter. Mas que bom que a ciência existe, porém algo não deu certo. Criamos as ferramentas sem preparar os operadores. Falta mão-de-obra especializada. Não é assim, não somos máquinas.
Nossas frágeis vidas de diárias e intermináveis experiências são como trens aos quais novas e estranhas bagagens irão sendo acrescentadas em cada nova estação. Passageiros desembarcarão e certamente deixarão algumas marcas. Saudade, tristeza, dor, angústia, melancolia, indiferença, ódio, soberba, prepotência, avareza, egoísmo, altruísmo, alegria, bondade, paz, humanidade, tranqüilidade, caridade, felicidade, palavra, perdão, fé, gratidão... As paradas de desembarque também servirão para embarque. E nesta marcha seguiremos em frente.
O apito do trem nos avisa que uma nova parada está para acontecer. Sem perceber o alerta, nossos olhares perdidos seguem distraídos com imagens vistas através das janelas. Estamos adormecidos para muitas coisas que acontecem dentro e fora do trem. Escutamos apenas coisas que nos agradam e olhamos somente para coisas que nos enchem os olhos. A surdez e a cegueira do espírito travam nossos caminhos, barram nossa evolução.
E então, faremos o que durante toda a viagem? Palavras cruzadas? Sem perceber que “cruzadas” são as vidas que embarcam e desembarcam neste trem que é a nossa oportunidade de fazer melhor.
Ao andar por cada vagão, encontraremos novas e velhas marcas. Muitas delas deixadas lá por nós mesmos. E agora, perdidas na trama do tempo e hoje redescobertas, revestem-se de alvoroço numa indecifrável dança, trazendo à lembrança músicas de um outro tempo e fazendo-nos perceber que sempre estiveram lá.
Pensando nestas e em outras tantas questões, eu me vejo tão pequeno diante das coisas que escolhi e aceitei para esta minha encarnação que por vezes chega a dar um certo temor. Há tanta coisa a fazer... Será que vou dar conta do recado? Exatamente para onde estou me conduzindo?
Um grande abraço e uma boa viagem.

Como lidar com o medo - parte II

Acreditamos que o estresse é o maior problema da sociedade moderna. Os americanos acham que a tensão social é uma das principais causas dos problemas de saúde enfrentados por lá. Em parte eles estão certos, pois a alimentação e o exercício físico são igualmente importantes no equilíbrio das emoções. Uma boa alimentação em que se evita açúcar, farinha branca, excesso de carne vermelha (lembrando que também sou da fronteira), alguns tipos de alimentos congelados, e se consome grande variedade de alimentos naturais, ajuda a evitar o medo irracional e a raiva. Da mesma forma, a atividade física ajuda a estimular o mecanismo de equilíbrio do corpo e diminui a tendência de se aborrecer com coisas de pequena importância.
Existe, no entanto, razões para a indignação justificada. Há momentos em que a pessoa tem o direito (e a responsabilidade) de estar magoada ou ofendida, e de reivindicar seus direitos e exigir que o outro mude. Se isso não for possível, então procure se acalmar, fechando os olhos e relaxando, por mais difícil que isso possa parecer naquele momento. Procure equilibrar os sentimentos dentro de você. Tente, ao menos. Depois, se pergunte: Esse problema é tão grande assim que não posso tolerar ou aceitar de forma alguma? É vital que eu me livre dele? Se for, livre-se dele com um mínimo de alegria por ter sido capaz de tomar essa decisão tão inteligente e oportuna. Sua saúde agradecerá.
Se a separação do problema não lhe parecer necessária ou possível naquele momento, então se pergunte: Eu posso aceitar e perdoar realmente as limitações do outro, levando em consideração que vale a pena continuar o vínculo ou relacionamento? Se a resposta for afirmativa, então perdoe, mas de coração, para que sua raiva seja liberada.
O sentimento de culpa é outra reação ao medo. Sempre que ficamos com raiva suficiente para querer machucar alguém ou quando tememos não ter atingido nossas metas podemos nos sentir culpados. Evite isso fazendo sempre o melhor que você pode. O passado não pode ser mudado, mas reconheça que você está, neste momento, fazendo acontecer o seu futuro, ao mudar reações, atitudes e comportamento. Guarde isso.
A depressão é uma reação fortíssima ao medo na qual nos sentimos muito desvalorizados e tão amedrontados que “queremos morrer”.
A ansiedade é um medo não definido ou medo de um ou mais assuntos de menor importância. Nas terapias holísticas e vibracionais, e em especial na psicoterapia holística, levanta-se estas questões.
Seja patriota com você mesmo, pois o futuro desta e de outras nações dependerá de espíritos saudáveis e bem resolvidos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Como lidar com o medo - parte I

O ideal não é aprender a lidar com o medo, mas começar a eliminá-lo da sua vida. Porém, como diz a desgastada frase, na prática a teoria é outra. As mudanças propriamente ditas poderão ocorrer em uns poucos segundos, mas todo o processo que levará você, desde a percepção da situação ou problema até àqueles minutos que antecederão as mudanças, poderá ser lento. Em rápida e cruel análise, dependerá apenas de você. Digo isso para que você aprenda a se proteger um pouco mais dos diagnósticos que já ouviu ou ouvirá por aí. E já não é a primeira vez que faço isso, mas pode ser uma das últimas, porque ficar só repetindo também desgasta a relação. Questione a origem de tudo.
Até que você encare as várias manifestações do medo de uma maneira mais “saudável”, vale à pena ir conhecendo este inimigo gerado dentro de nós mesmos. Conhecendo mais de perto aquilo que ameaça, mais fácil tornar-se-á a vitória ou, na pior das hipóteses, o não menos valioso empate. O que não pode acontecer é a derrota. O medo não deve vencer você.

DEVEMOS TER MEDO DO MEDO?
Dentre todas as emoções, há apenas uma que é realmente negativa. Já afirmava o Sr. Franklin Roosevelt: “A única coisa da qual devemos ter medo é o próprio medo”.
Sem medo algum, repenso. Devemos observar melhor os nossos pensamentos. Eles alimentam os nossos medos já estabelecidos e criam outros.
Pensando nas emoções que tem como origem o medo, posso citar a raiva. Ela é uma das reações do medo. Quando você está sob alguma ameaça e isso se traduz em medo de perder a vida, dinheiro, emprego, amor ou alguma outra coisa, você pode vir a reagir com raiva. A próxima vez em que sentir raiva, apenas pergunte a si mesmo o que você está com medo de perder. Qualquer que seja a situação, entretanto, você só tem quatro maneiras possíveis de reagir ao problema emocional:
     1-  Continuar assim, com raiva ou chateado, o que posso facilmente traduzir em suicídio, porém de uma maneira socialmente aceitável;
     2-  Reivindicar seus direitos, tentando encontrar uma solução positiva;
     3-  Afastar-se da pessoa ou da situação com um mínimo de alegria. Se você não agir assim, ainda permanecerá aborrecido e com algum componente novo na história: a mágoa ou a tristeza. Tanto faz, nenhuma delas irá contribuir positivamente para um final mais satisfatório;
     4-  Parar, aceitar e perdoar. Algumas (inúmeras) vezes precisamos reconhecer que não somos perfeitos e que os outros também não são, mas que o valor do relacionamento é maior do que os seus aspectos negativos e as suas limitações. Aprender a aceitar e perdoar verdadeira e incondicionalmente é uma característica de maturidade, de evolução.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

100 medos

Em homenagem a centésima edição do jornal, um título alfanumérico que além de combinar, pega como gancho um parágrafo da coluna anterior. E para lembrar, ficou em aberto um assunto polêmico, que é a questão do medo e sua evolução ao longo da nossa vida.
Escrevi sobre o medo na infância, quando os gritos que nos chegam de forma ensurdecedora são, na maioria das vezes, mais nocivos do que o iminente perigo. Explico: é óbvio que se estivermos com uma lata de inseticida na mão o perigo é real, porém trata-se de uma fração de segundos onde as velocidades do movimento ou do som quase que se equivalem. Naquele instante, um rápido movimento do adulto em direção a criança é, na prática, igual ao perigoso alerta do grito, que nem sempre se traduz na melhor forma de prevenção. Oposto a isso, está a sequela emocional do “NÃO” dito de uma forma tão restritiva, vindo das pessoas que mais nos são próximas, portanto, de quem mais absorvemos comportamentos. Crianças são como esponjas, dizem os grandes autores.
Seria muita pretensão querer ensinar algo, justo eu que estou aqui para aprender. Nossa educação tem seu papel na manutenção do medo, através do comportamento de alguns mestres. Sei que esse trecho do texto não foi lá muito simpático aos olhos de quem escolheu a profissão de educar. Aceito. Pois assim é e continuará sendo, até que a “ficha caia” para os muitos adormecidos. “Não dá nada”, insisto. Eis o velho jargão que desconhece qualquer compromisso ou responsabilidade.
Percebeu o que foi escrito? Antes de qualquer julgamento, me responda: de quem foi a escolha? Ah, tá bom, entendi. Não havia outra alternativa.
Onde está a culpa dos pequenos se o adulto acordou com os pés destapados? Será que a culpa não é do café que estava frio? Ou do frio que não deu espaço para que o calor do corpo esquentasse também a alma? Quem sabe a culpa deva recair sobre a bateria do carro que não pegou na hora que precisava? Não esquece que a culpa também pode ser do baixo salário. Por falar nisso, parabéns pelas conquistas, mesmo que pequenas, escassas e aparentemente insignificantes, você já agradeceu por cada uma delas? Sabia que muitos correm para concretizar apenas um desses sonhos? Agradeça. Lembrando de alguns livros e comentários ditos aqui e ali, por autoridades no assunto, deixo a reflexão: “A base do cidadão é a boa educação”. Educar melhor não é apenas alicerçar mente e corpo. É também alicerçar espírito, e isso nada tem a ver com ensino religioso. Tem a ver com uma visão mais ampla de tudo o que nos rodeia. Pela centésima vez, “não somos apenas corpo. Somos bem mais do que isso”.
Parabéns equipe do J.Tribuna. Um forte abraço e o desejo de estar aqui, semanalmente com você.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Assim é

Ansiedade, insegurança, falta de comunicação, falta de iniciativa, medo, timidez, falta de ousadia, todas estas coisas são resultantes de um processo que começou lá atrás. Fazendo uma abordagem mais simplista, encontraremos na infância a causa de quase todos estes problemas. Quer percebamos ou não, muitos de nós guardamos uma visão um tanto negativa da vida. Ainda dentro desta visão mais simples, podemos afirmar que não é culpa nossa; desde pequenos fomos “treinados” para ver o mundo sob a ótica adulta. Eles também não são os culpados, pois seus pais os educaram assim.
Perceba que tudo isto está dentro de uma visão mais simples, restrita a nossa vida atual, desde a concepção até o momento presente. Dentro dessa visão que desconsidera a forte carga espiritual que a tudo envolve, não posso culpar a psicologia por ser como é. Dentro da visão dela, ela está correta. Ela é o que é e absolutamente em nada se parece com o trabalho multidimensional.
Ainda na infância, lembra aquela cadeira a qual você se segurava e tinha planos de escalar quando começaram suas “grandes descobertas” sobre duas pernas? Pois é. Ali estavam 50% de chances de você cair feio e se machucar, o que lhe traria, além de muita dor e desconforto, grande aprendizado. Por outro lado, havia 50% de chances de você obter êxito, com sua mãe ou pai chegando na hora certa e segurando você, evitando possível queda.
O que foi que não deu certo, então? Foi aquele grito de “não faz isso”, Caramba, aquilo foi pior que o possível tombo. Ali você teve uma experiência e tanto. Talvez a primeira de muitas que ainda iria colecionar ao longo da infância e adolescência. Tão cedo você não ousará na vida, pois coragem, aos poucos, deixou de fazer parte de você.
Quando ficamos mais velhos, nossas religiões reforçam a ideia de que coisas más acontecem a pessoas boas (só para relembrar, dá mais uma olhada no Jesus pregado na cruz). Nossa educação também faz um bom trabalho na manutenção do medo, através do comportamento de alguns professores. Eu não entendo: onde está a culpa dos pequenos? (diálogo para outro dia).
Quando entrarmos no competitivo mercado de trabalho, estaremos com uma considerável carga de medo, portanto bem preparados para as doses constantes de tensão financeira, emocional e física.
Quando tivermos a oportunidade de sermos pais, daremos continuidade a todo este ciclo. Tudo novamente, e assim, sucessivamente.
Existe um caminho simples para sair dessa perspectiva errada da realidade. Aprenda a dominar e controlar melhor seus pensamentos. Em vez de dar carta branca à sua mente para viajar sempre na estrada da negatividade, reprograme-se para ver as coisas de uma maneira mais clara e saudável.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ser Pai

 
Hoje, terça-feira 03 de agosto, dia escolhido por mim para escrever a coluna semanal, é também o dia do aniversário do meu filho caçula. Ontem ele chegou de viagem, pois havia ido visitar a irmã que resolveu voar para bem longe, deixando para trás e precocemente o pequeno ninho que ainda sente a sua falta. A cada novo dia, vou experimentando e tentando me acostumar com a ausência destes pequenos filhotes, e eles sempre serão pequenos por mais que cresçam. A outra filha, mais velha, já tem sua vidinha longe do pai, mas volta e meia aparece por aqui. Filhos... Alguém disse que nos pertencem? Tenho vivenciado momentos de forte reflexão e profunda avaliação, por vezes assistido reprises de alguns capítulos de um filme que não acabou, de um livro que comecei a escrever em 1984, quando fui pai pela primeira vez “nesta” vida. Algumas lágrimas insistem em rolar pelo rosto que muitas vezes sorriu ao ver coisas que para outras pessoas poderiam ser até banais, mas que ficaram gravadas na retina e na memória de quem curtiu o momento presente. Mas junto com as lágrimas da saudade, outras lágrimas marcam sua dolorosa presença. São as lágrimas do arrependimento por não ter feito mais, escutado mais, brincado mais, abraçado mais... Todos os abraços que poupei e que não dei em cada um dos meus filhos, talvez por julgar que não havia um motivo especial, hoje não me fariam a menor falta. Então, porque não o fiz? Deus, há uma forte dor dentro do corpo que abriga um espírito com paterna responsabilidade.

Com certeza, não faltará algum “entendido” no campo emocional para dizer: “Mas isso não é conversa de terapeuta.” E eu afirmo, com certeza não é. Trata-se de um desabafo de PAI. Não por acaso, lembrei agora de uma psicóloga que recebe do filho tapas no rosto e pontapés nas pernas. Lembrei, também, de um médico psiquiatra que prescreve antidepressivos e outras coisas – até aí nenhuma novidade, pois é só o que sabem fazer mesmo, mas para crianças também? “Não dá nada, faz parte”, como dizem. Jamais serão processados por tais atos. Existe um Conselho de medicina que irá protegê-los, além da cultura que aceita e aprova isso como absolutamente normal. Comprimidinhos da calma para problemas da alma. Bárbaro. No mínimo, irresponsabilidade de quem não é pai ou não ama seus próprios filhos. Bom, já deu para reparar que não sei ser diferente, pois a maioria das colunas que escrevo tem esta têmpera, de critica, repudiando aquilo que não serve para nós enquanto espíritos em caminhada. De um desabafo de pai ao repúdio de um terapeuta. Do individual e pessoal ao coletivo e profissional. Afinal, isso é o que? Murros em ponta de faca ou vazia e solitária missão? Diálogo ou monólogo interior?
Que todos os pais possam ter um verdadeiro e feliz DIA DOS PAIS. Abraços.